Operação da Polícia Civil apreende objetos de luxo e medicamentos em Roraima
Uma operação da Polícia Civil em Roraima resultou na apreensão de diversos objetos de luxo, incluindo bolsas de marcas renomadas, joias, relógios e uma quantidade significativa de dinheiro em moedas estrangeiras. A ação, realizada na quarta-feira (11), faz parte de uma investigação sobre um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 77 milhões.
Alvos da operação e prisões
Os alvos da operação foram o empresário Gabriel Fialho de Melo, de 29 anos, sua esposa Tamyres da Silva Liberato dos Santos, de 30, e a mãe dela, Roseli da Silva Santos, de 49. Contra Gabriel e Tamyres havia mandados de prisão preventiva por tráfico, que foram cumpridos pela polícia durante a ação.
Durante as buscas em imóveis ligados aos investigados, os policiais apreenderam:
- Três bolsas de luxo das marcas Gucci, Prada e Coach
- Uma sacola com joias e quatro relógios
- Pelo menos sete celulares, dois notebooks, um iPad
- Um aparelho de gravação de câmeras de segurança (DVR)
- Um par de rádios comunicadores
- Documentos, cartões bancários e um carro Toyota Yaris
Dinheiro em moeda estrangeira e medicamentos apreendidos
A operação também encontrou dinheiro em espécie e grande quantidade de moeda estrangeira, principalmente dólar guianense. Foram apreendidas 195 notas de 5 mil dólares guianenses, além de outras de valores menores.
Entre os objetos apreendidos estavam ainda um caderno com anotações, uma mala e uma pasta com documentos, que serão analisados pela polícia para identificar movimentações financeiras ligadas ao esquema investigado.
Os policiais também apreenderam dezenas de caixas de medicamentos, incluindo tirzepatida, retatrutida e outras substâncias usadas em tratamentos de emagrecimento, algumas sem autorização para comercialização no Brasil. De acordo com o relatório policial, momentos antes da entrada dos agentes na casa, uma bolsa com medicamentos chegou a ser arremessada por cima do muro da residência, numa tentativa de esconder o material.
Esquema de lavagem de dinheiro com empresas de fachada
A operação é um desdobramento de uma investigação iniciada em novembro de 2024, quando 270 kg de skunk, conhecida como "supermaconha", foram apreendidos com garimpeiros. Segundo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), o grupo investigado usava empresas de fachada, incluindo churrascarias e exportadoras de alimentos em Boa Vista, para dar aparência legal ao dinheiro obtido com o tráfico.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 77 milhões em contas ligadas aos investigados. Gabriel segue preso preventivamente, enquanto Tamyres teve a prisão convertida em domiciliar por ter um filho de 9 anos com autismo.
Prisão em flagrante e continuidade das investigações
Durante o cumprimento de um dos mandados de busca e apreensão no bairro Paraviana, a polícia encontrou grande quantidade de medicamentos usados para emagrecimento. Diante da situação, Gabriel, Tamyres e Roseli foram presos em flagrante pelo crime contra a saúde pública.
A suspeita é que os medicamentos tenham origem no Paraguai, o que levanta questões sobre a entrada irregular desses produtos no país. Todo o material apreendido foi encaminhado para análise e perícia.
As investigações continuam com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização criminosa. O esquema é investigado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).



