Policial militar é preso no Rio de Janeiro por estupro, roubo e extorsão
O policial militar Lucas de Sousa Mathias foi preso nesta quinta-feira, 6 de fevereiro de 2026, dentro do 22º Batalhão da Polícia Militar (BPM) da Maré, onde trabalhava. Ele está sendo acusado de estupro, roubo e extorsão em Maricá, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, em um caso que envolve um esquema de agiotagem.
Esquema criminoso e acusações graves
As investigações da 82ª Delegacia de Polícia (DP) de Maricá apontam que Mathias supostamente operava um esquema de agiotagem em parceria com Davyd Novato Santana, que atualmente está foragido. Segundo os relatos, a dupla foi até a casa da vítima para cobrar uma dívida inicial de R$ 800, que, com juros abusivos acumulados, disparou para R$ 7 mil em janeiro, aproximadamente três meses após o empréstimo.
No dia 4 de janeiro, os criminosos obrigaram o pai da vítima, que estava na residência, a carregar duas televisões para um carro. A mulher também foi coagida a entregar dinheiro aos acusados. Mais tarde, no mesmo dia, eles forçaram a vítima a entrar no veículo e a levaram para um bar, onde foi obrigada a ingerir bebidas alcoólicas, mesmo estando sob medicação controlada.
Violência e abandono
Após sair do bar, a vítima foi novamente colocada no carro, que parou em um local isolado. Lá, ela relata ter sido violentada e abandonada por Mathias. A mulher conseguiu retornar para casa e foi levada ao médico por seu pai, além de ter feito uma denúncia formal contra o policial.
Os investigadores identificaram Mathias por ter usado o celular de sua esposa para ameaçar a vítima. Como ele não foi encontrado nos endereços obtidos pela polícia, a prisão foi efetuada dentro do batalhão onde trabalhava, e ele foi encaminhado para a Unidade Prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Resposta institucional e apreensões
Em nota oficial, a corporação policial informou que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar. O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados, afirma a declaração.
Na casa de Davyd Novato Santana, a polícia realizou apreensões significativas, incluindo:
- Dinheiro em espécie
- Armas municiadas
- Toucas ninja
- Facas e carregadores de armas
- As duas televisões da vítima
- Um tucano mantido em uma gaiola de passarinho
Além das acusações de estupro, roubo e extorsão, Santana também responderá por maus-tratos a animais. Foi encontrado, ainda, um caderno com anotações detalhadas sobre outras pessoas que teriam sido extorquidas pela dupla, indicando a extensão do esquema criminoso.
Este caso destaca a gravidade das acusações contra um agente público e a necessidade de investigações rigorosas para combater a criminalidade dentro das instituições. A polícia continua em busca de Davyd Novato Santana, que permanece foragido, enquanto as autoridades trabalham para garantir justiça para a vítima e responsabilizar os envolvidos.



