A Polícia Civil de São Paulo realizou a apreensão do veículo utilizado pelo piloto Sérgio Antônio Lopes, da Latam, em um caso grave de abuso sexual contra crianças e adolescentes. O automóvel, uma Mercedes-Benz Classe E na cor prata, foi empregado pelo suspeito para transportar as vítimas até motéis na capital paulista, onde os crimes eram cometidos.
Investigações detalhadas e prisões em flagrante
As investigações, conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), tiveram início em outubro do ano passado e já resultaram na identificação de dez vítimas. Até o momento, cinco dessas menores de idade prestaram depoimento às autoridades, fornecendo detalhes cruciais sobre os abusos.
Sérgio Lopes, de 60 anos, foi preso em flagrante dentro de um voo no Aeroporto de Congonhas e deve passar por audiência de custódia. Ele é suspeito de operar uma rede de pedofilia e aliciamento de menores há pelo menos oito anos, utilizando documentos de identidade falsos para ocultar a idade das vítimas.
Modus operandi e envolvimento de familiares
Segundo as apurações policiais, os estupros ocorriam em estabelecimentos hoteleiros, onde o piloto não apenas abusava sexualmente das meninas, mas também filmava os episódios. O conteúdo era posteriormente compartilhado em grupos de WhatsApp, ampliando o alcance dos crimes.
Além disso, Lopes chegava às vítimas oferecendo pagamentos a familiares pelo aliciamento, com valores que variavam entre 50 e 100 reais por gravação. Nesse contexto, a polícia também prendeu a avó de três das meninas abusadas, com idades entre oito e quatorze anos, e a mãe de uma garota de quatorze anos, acusadas de "vender" as menores ao piloto.
Perícia no veículo e possíveis acusações
O carro apreendido, a Mercedes-Benz, foi submetido a perícia pela polícia científica e, após a coleta de evidências, foi liberado. As autoridades buscam identificar outras vítimas do piloto, que pode ser indiciado por uma série de crimes graves.
Entre as possíveis acusações estão estupro de vulnerável, aliciamento de menores de idade, favorecimento à prostituição infantil, produção e compartilhamento de pornografia infantil, e uso de documento falso. O caso continua sob investigação, com a polícia reforçando a importância da denúncia para combater tais crimes.



