Paraguaios simulam policiais em tentativa de assalto na fronteira
Dois homens paraguaios utilizaram uniformes falsos para se passar por agentes policiais durante uma tentativa de assalto na manhã de quinta-feira, 5 de setembro, em Foz do Iguaçu, região oeste do Paraná. Os criminosos também adulteraram a placa de um veículo com tinta na tentativa de escapar após o crime, mas foram capturados pelas autoridades.
Disfarce meticuloso mas falho
Segundo as investigações policiais, os suspeitos planejaram assaltar uma pousada localizada em um bairro que faz divisa direta com o território paraguaio. Para isso, vestiram uniformes da Guarda Municipal de Ciudad del Este, cidade paraguaia vizinha. No entanto, o disfarce apresentava falhas evidentes: as fardas eram de um modelo diferente do oficial e possuíam coloração distinta da utilizada pelos agentes legítimos.
A proprietária do estabelecimento, percebendo a situação anômala, conseguiu acionar a polícia brasileira rapidamente. Os dois homens tentaram fugir do local, mas foram interceptados e presos em flagrante pelas forças de segurança.
Funcionário público envolvido
A Municipalidade de Ciudad del Este, órgão equivalente à prefeitura brasileira, emitiu um comunicado confirmando que um dos detidos era funcionário municipal em exercício. O homem possuía patente na Polícia Municipal de Trânsito, mas atuava no mercado municipal, sendo responsável pela organização do prédio.
A instituição informou que o servidor foi imediatamente demitido após o episódio, com base nas normas que regem a função pública municipal. A decisão foi tomada após constatação de ausência injustificada no posto de trabalho e uso indevido do uniforme institucional fora do horário e local de serviço, além da utilização em outro país, o que contraria disposições administrativas e disciplinares vigentes.
O outro indivíduo envolvido no caso não fazia parte do quadro de funcionários da municipalidade paraguaia, conforme esclareceu a instituição.
Modus operandi revela planejamento
Os criminosos demonstraram considerável planejamento em sua ação, utilizando não apenas os uniformes falsos para ganhar a confiança das vítimas, mas também adulterando a placa do veículo utilizado na fuga. Esta prática, comum em crimes transfronteiriços, dificulta a identificação pelos sistemas de monitoramento.
O caso chama atenção para a sofisticação de alguns crimes na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, onde criminosos frequentemente exploram as particularidades jurídicas e operacionais de ambos os países para cometer ilícitos.
As investigações continuam para apurar se os suspeitos possuem envolvimento em outros crimes similares na região e como obtiveram os uniformes utilizados na ação criminosa.



