Operação Mapiri prende suspeitos de envolvimento na morte de Cearazinho em Santarém
Operação Mapiri prende suspeitos de morte em Santarém

Operação Mapiri resulta em prisões de suspeitos por morte de Cearazinho em Santarém

Nesta quinta-feira, 5 de dezembro, a Operação Mapiri foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Roubos, com o apoio de policiais da Unidade Integrada de Policiamento do Santarenzinho, resultando na execução de quatro mandados de prisão temporária e um mandado de busca e apreensão. A ação policial visa investigar o envolvimento de suspeitos na morte de Valdeci Ferreira da Silva, de 63 anos, popularmente conhecido como Cearazinho.

Descoberta do corpo e início das investigações

O corpo de Cearazinho foi encontrado na manhã do dia 22 de outubro de 2025, na orla da cidade de Santarém, despido e com uma camisa amarrada ao redor da cabeça, cobrindo a boca. Inicialmente, suspeitou-se de estrangulamento, hipótese que foi posteriormente confirmada pelo laudo do Instituto Médico Legal, que apontou asfixia mecânica como causa da morte.

As investigações começaram a se intensificar após a prisão em flagrante de um homem identificado como Magrão, que foi encontrado com o motor da lancha pertencente a Cearazinho. O delegado Erik Petterson, responsável pelo caso, explicou que imagens de câmeras de segurança foram recolhidas no dia do achado do corpo, e diversas testemunhas foram ouvidas. A lancha foi localizada em um estaleiro no dia 24 de outubro, levando à prisão de Magrão por receptação.

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Execução dos mandados e apreensões

Com base nas provas coletadas durante as investigações, o delegado Erik Petterson solicitou à Justiça a decretação de prisões temporárias, pedido que foi acolhido. Na manhã desta quinta-feira, os suspeitos conhecidos como DG e Xaropinho foram presos no bairro Mapiri, enquanto Macaco foi detido em uma comunidade na zona rural de Santarém.

Além disso, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de Douglas, onde os policiais encontraram drogas, vários aparelhos celulares e R$ 7.722 em dinheiro. O sogro de DG, que estava presente no local, recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia sob suspeita de tráfico de drogas. A companheira de DG foi levada para prestar esclarecimentos como testemunha e posteriormente liberada.

Perfil dos suspeitos e contradições nas versões

De acordo com o delegado Erik Petterson, DG é conhecido como disciplina no bairro Mapiri e é membro de uma facção criminosa. Sobre a participação de cada suspeito na morte de Cearazinho, há contradições nas versões apresentadas. Douglas culpa Macaco pelo crime, enquanto Macaco alega que Douglas ordenou a morte na praia e que Xaropinho teria sido o executor.

Os suspeitos devem passar por audiência de custódia em breve. Caso as prisões sejam mantidas, eles serão encaminhados para a penitenciária de Santarém, onde aguardarão o andamento do processo judicial.

Esta operação reforça os esforços das autoridades policiais em combater a criminalidade na região, destacando a importância de investigações detalhadas e colaboração entre unidades para solucionar casos graves como este.

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