Novo suspeito preso em chacina de padaria em Ribeirão das Neves
A Polícia Civil e a Polícia Militar anunciaram nesta quinta-feira (12) a prisão de um homem de 30 anos apontado como o novo principal suspeito da chacina ocorrida em uma padaria de Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. Com o avanço das investigações, o Ministério Público de Minas Gerais já solicitou à Justiça a desinternação do adolescente de 17 anos que havia sido apreendido inicialmente pelo triplo homicídio.
Detalhes da prisão e investigação
O adulto foi preso na última terça-feira (10) em Belo Horizonte, onde foi encontrado portando uma arma, munições, uma balaclava e uma moto. De acordo com as autoridades policiais, ele frequentava a padaria onde o crime aconteceu e foi detido após cometer uma tentativa de homicídio em uma oficina na mesma cidade de Ribeirão das Neves.
A Polícia Civil investiga agora a motivação para ambos os crimes, enquanto o adolescente inicialmente acusado permanece como investigado até a conclusão definitiva do inquérito. A família e o advogado do jovem sempre negaram veementemente seu envolvimento no caso.
Relembrando a tragédia
O crime ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2025, no bairro Lagoa, quando um atirador entrou na padaria usando touca e capacete. Três pessoas foram mortas a tiros:
- Nathielly Kamilly Fernandes Faria, 16 anos, ex-namorada do adolescente inicialmente apreendido, que trabalhava como caixa e foi atingida por dois disparos (um na cabeça e outro no braço)
- Ione Ferreira Costa, 56 anos, cliente do estabelecimento, baleada duas vezes nas costas
- Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, 14 anos, filha do dono da padaria e prima de Nathielly, que foi socorrida com perfurações na cabeça, braço e perna, mas não resistiu aos ferimentos no hospital
Testemunhas relataram que o crime teria ocorrido após uma discussão por ciúmes envolvendo a adolescente de 16 anos.
Posição da defesa do adolescente
O advogado da família do jovem de 17 anos, Gilmar Francisco dos Santos, afirmou ao g1 que recebeu com alívio a notícia da prisão do novo suspeito. Ele reforçou a inocência de seu cliente e destacou que, além do sofrimento da acusação injusta, o rapaz e seus familiares não conseguiram viver adequadamente o luto pela morte das vítimas.
A mãe do adolescente também sempre negou que o filho tivesse cometido o crime, mantendo sua defesa desde o início das investigações.



