CNJ confirma nova manipulação de sistema para tentar expedir mandados contra Lula e Alexandre de Moraes
O sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi alvo de uma nova manipulação na última terça-feira, dia 20 de agosto. Desta vez, criminosos tentaram expedir mandados de prisão contra duas das mais altas autoridades do país: o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O caso foi confirmado oficialmente pelo CNJ nesta quinta-feira, 22 de agosto, através de uma nota divulgada à imprensa. Apesar da tentativa, os mandados não chegaram a ser efetivamente expedidos, limitando-se a uma modificação indevida dos dados no sistema.
Detalhes da manipulação e resposta do CNJ
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, houve uma substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras. O órgão foi enfático ao negar que tenha ocorrido qualquer tipo de invasão em seus sistemas.
Em vez disso, o CNJ atribui o incidente ao roubo de credenciais de usuários de tribunais, que foram utilizadas de forma ilícita para acessar o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).
A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos, afirmou o CNJ em comunicado oficial.
Padrão similar a caso anterior de fuga de presos
A maneira como ocorreu esta nova manipulação segue o mesmo modus operandi de um caso anterior que chocou o país. Em dezembro do ano passado, criminosos utilizaram credenciais roubadas para emitir alvarás de soltura fraudados, permitindo que quatro detentos do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, fugissem pela porta da frente da prisão.
Recentemente, em 14 de agosto, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu no Rio de Janeiro o líder de uma organização criminosa especializada em acessar ilegalmente sistemas do Judiciário. Entre os presos estava Ricardo Lopes de Araujo, um dos quatro que escaparam do presídio de Belo Horizonte.
Ainda não há informações concretas que liguem este grupo específico à nova tentativa contra Lula e Alexandre de Moraes, mas as investigações continuam em andamento.
Esquema criminoso de amplo alcance
Segundo as investigações da polícia, a organização criminosa utilizava credenciais de juízes para acessar o sistema do CNJ de forma ilegal. Além da emissão fraudulenta de alvarás de soltura, os criminosos são investigados por:
- Alteração de mandados de prisão
- Desbloqueio de valores retidos pela Justiça
- Liberação de veículos apreendidos
Este caso revela vulnerabilidades significativas nos sistemas judiciários brasileiros e levanta questões importantes sobre a segurança digital das instituições públicas do país.