Cinco mulheres cumprem pena em delegacia de MT devido à superlotação carcerária
Mulheres cumprem pena em delegacia de MT por superlotação

Cinco mulheres cumprem pena em delegacia de Mato Grosso após superlotação em cadeia pública

Cinco mulheres estão cumprindo pena na delegacia de Alta Floresta, localizada a 800 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso. A situação ocorre devido à superlotação na cadeia pública da cidade, gerando preocupação entre os agentes policiais, conforme alerta do sindicato dos policiais civis. Manter pessoas presas em delegacias é expressamente proibido pela lei federal de 2023, pois esses espaços não possuem estrutura adequada para acomodação por longo período.

Condições inadequadas e riscos à segurança

De acordo com o sindicato, a permanência dos custodiados dentro da delegacia pode colocar em risco tanto os próprios agentes quanto os detentos. O local carece de infraestrutura básica e condições mínimas para a custódia de presos, incluindo a ausência de banheiros apropriados, materiais de higiene, colchões, cobertores e alimentação adequada. Essa realidade viola diretamente as normas estabelecidas pela legislação nacional.

Resposta da Secretaria Estadual de Justiça

Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus) afirmou que, desde 2019, foram criadas 4.870 novas vagas no sistema prisional de Mato Grosso. No entanto, a comunicação não faz menção específica ao caso ocorrido em Alta Floresta. A secretaria destacou que obras estão em andamento em unidades prisionais de Barra do Garças, Capão Grande, em Várzea Grande, e na Penitenciária Central do Estado, as quais irão abrir mais 1.296 novas vagas, sendo 432 destinadas exclusivamente ao público feminino.

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Ação judicial movida pelo sindicato

Diante da gravidade da situação, o sindicato dos policiais civis ingressou com uma ação na Justiça para garantir o cumprimento da lei orgânica nacional da polícia civil, que proíbe categoricamente este tipo de prática. A medida busca assegurar que as detenções ocorram em locais apropriados, com infraestrutura adequada e em conformidade com os direitos humanos e a segurança de todos os envolvidos.

Este caso evidencia os desafios estruturais do sistema prisional brasileiro, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos, onde a superlotação e a falta de vagas adequadas continuam a ser problemas crônicos que demandam soluções urgentes e efetivas por parte das autoridades competentes.

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