MPMG recorre de absolvição de homem acusado de estupro de vulnerável em Indianópolis
MPMG recorre de absolvição por estupro de vulnerável em Minas

MPMG recorre de absolvição em caso de estupro de vulnerável no Triângulo Mineiro

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou, nesta segunda-feira (23), um recurso contra a decisão judicial que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos em Indianópolis, localizada no Triângulo Mineiro. O caso, que tem gerado ampla repercussão, envolve uma condenação inicial de nove anos e quatro meses de prisão, posteriormente derrubada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Detalhes da decisão judicial e fundamentos da absolvição

Na primeira instância, o suspeito foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão, mas a 9ª Câmara do Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu, por maioria, absolver o réu. O relator, desembargador Magid Nauef Láuar, argumentou que a vítima mantinha com o acusado uma relação análoga ao matrimônio, fato que, segundo ele, seria do conhecimento da família da menor.

O desembargador destacou ainda que o relacionamento entre o acusado e a menina não decorreu de ato de violência, coação, fraude ou constrangimento, mas sim de um vínculo afetivo consensual. Essa interpretação foi acompanhada pelo desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo, formando a maioria pela absolvição.

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Voto divergente e posição do Ministério Público

Em contraste, a desembargadora Kárin Emmerich votou de forma divergente, indicando discordância com a absolvição. O MPMG, ao recorrer da decisão, busca reverter a absolvição, sustentando que o caso configura estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal brasileiro, independente da existência de um relacionamento afetivo.

O recurso do MPMG enfatiza a necessidade de proteção integral a crianças e adolescentes, argumentando que a idade da vítima, 12 anos, a coloca em situação de vulnerabilidade, o que deve prevalecer sobre alegações de consentimento ou vínculos afetivos.

Contexto do caso e próximos passos

O crime ocorreu em Indianópolis, cidade do Triângulo Mineiro, e tem mobilizado debates sobre a aplicação da lei em casos envolvendo menores de idade. O MPMG afirma que a decisão de absolvição pode criar um precedente perigoso, enfraquecendo a legislação de proteção à infância.

Com o recurso apresentado, o caso seguirá para análise em instâncias superiores, onde será reavaliado com base nos argumentos do Ministério Público e nas disposições legais vigentes. A sociedade aguarda ansiosamente o desfecho, que poderá impactar futuras interpretações judiciais em situações similares.

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