MPF denuncia agente administrativo da PF por homofobia e ameaça com arma no DF
MPF denuncia agente da PF por homofobia e ameaça no DF

MPF denuncia agente administrativo da PF por homofobia e ameaça com arma no Distrito Federal

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou formalmente à Corregedoria da Polícia Federal a abertura de uma investigação contra Diego de Abreu Souza Borges, de 40 anos, agente administrativo da corporação. A denúncia inclui os crimes de homofobia, ameaça e usurpação de função pública, ocorridos no Distrito Federal.

Detalhes do incidente em Samambaia

Segundo as informações do MPF, o caso aconteceu no dia 13 de fevereiro, em um bar localizado no bairro de Samambaia, no Distrito Federal. Diego Borges teria ofendido verbalmente dois homens, corretores de imóveis, por acreditar que eles formavam um casal gay. Em seguida, o servidor sacou uma arma de fogo e os ameaçou, criando uma situação de extremo constrangimento e perigo.

De acordo com a denúncia, Borges tentou segurar um dos homens que estava em uma mesa próxima, apontou uma pistola em sua direção e ordenou que ele colocasse as mãos na cabeça. Posteriormente, exigiu que a vítima se deitasse no chão, demonstrando um comportamento agressivo e intimidatório.

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Prisão e liberação do acusado

O agente administrativo foi preso em flagrante no local do crime, mas foi solto após uma audiência de custódia realizada no dia 14 de fevereiro. Apesar de ocupar um cargo administrativo na Polícia Federal, Borges teria se identificado falsamente como policial durante o incidente, com o objetivo de intimidar as vítimas e abusar de sua posição.

Conduta grave e impactos institucionais

Para a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, a conduta de Diego Borges é considerada grave, mesmo tendo ocorrido fora do horário de trabalho. "O servidor utilizou arma de forma indevida, praticou ato discriminatório e, principalmente, invocou falsamente a condição de policial, comprometendo o decoro e o prestígio da instituição", explicou o MPF em nota.

O Ministério Público Federal estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Polícia Federal informe se abriu um processo administrativo ou sindicância para apurar o caso. Além disso, solicitou detalhes sobre possíveis medidas cautelares, como o afastamento temporário do servidor de suas funções.

Processo criminal em andamento

Na esfera criminal, o Ministério Público do Distrito Federal já apresentou denúncia formal contra Diego Borges. O servidor responde pelos seguintes crimes:

  • Homotransfobia, equiparada à injúria racial com base na Lei 7.716/89
  • Constrangimento ilegal
  • Usurpação de função pública

O processo está atualmente em tramitação na 1ª Vara Criminal de Samambaia, onde serão analisadas as evidências e testemunhas relacionadas ao caso. Este incidente reforça a importância do combate à discriminação e à violência, destacando a necessidade de responsabilização em situações que envolvem abuso de autoridade.

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