O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta terça-feira (5) que a fase ofensiva do conflito com o Irã no Estreito de Ormuz foi encerrada. Ele afirmou que os Estados Unidos preferem uma solução negociada para a crise, que já dura mais de dois meses. A situação humanitária de aproximadamente 20 mil tripulantes civis dos navios parados no estreito é considerada crítica.
Crise humanitária e impacto econômico
Mais de 1,5 mil navios estão impedidos de cruzar o Estreito de Ormuz, um dos pontos mais estratégicos do planeta. Essa paralisação pressiona o custo da energia diariamente. Segundo Rubio, dez tripulantes já morreram e 23 mil, de mais de 80 países, correm risco devido à escassez de alimentos e água potável a bordo.
Mobilização militar e troca de acusações
Na segunda-feira (4), os EUA mobilizaram 15 mil militares, barcos e aeronaves para escoltar os navios. O Irã reagiu com mísseis e drones. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, considerou os tiros como uma “turbulência” esperada, não uma violação do cessar-fogo. O governo dos Emirados Árabes afirmou que suas defesas antiaéreas rechaçaram foguetes e drones lançados do Irã, mas Teerã nega os ataques.
Declarações de líderes
Donald Trump disse que o Irã deveria levantar a bandeira branca de rendição, questionando quando o país dirá basta. O ministro das Relações Exteriores do Irã respondeu que não há solução militar para uma crise política. Na prática, o estreito continua fechado: apenas dois navios atravessaram na segunda-feira e nenhum nesta terça-feira.
Impacto nos EUA e crítica ao Papa
Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina aumentou mais de 50% desde o início da guerra. Uma pesquisa indica que mais de 40% dos americanos estão dirigindo menos devido ao alto custo. Trump também criticou o Papa Leão XIV, acusando-o de aceitar que o Irã tenha armas nucleares. O Papa respondeu que a Igreja sempre condenou armas nucleares e defendeu o uso de recursos para crises humanitárias e diálogo.
Suspensão da operação militar
Na noite desta terça-feira, Trump anunciou em rede social uma pausa na operação militar de escolta no Estreito de Ormuz. Ele afirmou que atendeu a um pedido do Paquistão e de outros países, e que a interrupção temporária visa finalizar e assinar um acordo de paz.



