MP pede júri popular para sete envolvidos na morte de empresário em Cravinhos
O Ministério Público de São Paulo emitiu um parecer favorável para que sete pessoas sejam levadas a júri popular pela morte do empresário Nelson Carreira Filho, que desapareceu após uma reunião de negócios em Cravinhos, no interior paulista, em maio de 2025. A decisão antecede a definição final da Justiça, que ainda deve analisar se os acusados serão ou não submetidos ao Tribunal do Júri.
Acusados e suas responsabilidades
Entre os réus está Marlon Couto Paula Júnior, apontado como o autor direto do assassinato e foragido desde 27 de maio do ano passado. Ele responde por homicídio qualificado por motivo torpe, emboscada e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, fraude processual e falsidade ideológica.
O parecer do MP também é favorável pela pronúncia dos acusados Tadeu Almeida Silva, gerente da empresa de Marlon Júnior, Marcela Almeida, mulher de Marlon, Felippe Miranda, Marlon Couto Paula e Lilian Patrícia Paula, pais de Marlon, e o irmão dele, Murilo Couto. Embora nem todos tenham sido acusados por relação direta com a morte do empresário, a legislação prevê que o Tribunal do Júri tem competência sobre crimes conexos ao homicídio doloso em questão.
Detalhes do crime e investigações
Nelson Carreira Filho, de 43 anos e residente em São Paulo, desapareceu no dia 16 de maio de 2025 após participar de uma reunião de negócios em Cravinhos. As investigações indicam que o crime foi motivado por desavenças comerciais e foi meticulosamente planejado por Marlon. Segundo as autoridades, após ser morto a tiros, Nelson foi enrolado em lonas e jogado em um rio, mas seu corpo nunca foi encontrado.
Tadeu Almeida se entregou à polícia duas semanas depois do desaparecimento de Nelson, sendo investigado por ajudar Marlon a enrolar o corpo do empresário em lonas antes de ser jogado no rio. Marcela chegou a ser presa, mas a Justiça concedeu liberdade a ela no dia 29 de junho.
Evidências e depoimentos
De acordo com o delegado Heitor Moreira, no dia do crime, Tadeu agendou uma dedetização na empresa onde estava marcada a reunião com a vítima, dispensando todos os funcionários. Por conta disso, a polícia acredita que ele tenha ajudado a planejar o crime. Em depoimento, o gerente afirmou que ajudou a ocultar o corpo de Nelson e que levou o carro do empresário até São Paulo, onde o veículo foi encontrado abandonado em uma rua da zona Norte da capital.
Tadeu revelou à polícia que, após matar Nelson com um tiro, Marlon colocou o corpo em uma caminhonete e o levou até um rancho em Miguelópolis para jogá-lo no rio. Durante a perícia realizada no prédio em Cravinhos, vestígios de sangue foram detectados com a ajuda do luminol, reforçando as evidências do crime.
Felippe Miranda, apontado como o responsável por ajudar Marlon a jogar Nelson no rio, foi preso em Uberlândia (MG) no dia 5 de junho, mas liberado um mês depois. O caso continua sob investigação, com a Justiça aguardando para definir o encaminhamento final dos acusados ao júri popular.



