Motorista é processado por atirar contra policiais durante perseguição em Roraima
A Justiça Federal de Roraima aceitou a denúncia e tornou réu o motorista Renan Alcântara Braga por atirar contra policiais militares durante uma perseguição na cidade de Mucajaí, no interior do estado. O episódio violento ocorreu em agosto de 2023, quando o acusado tentava fugir da prisão enquanto transportava ilegalmente duas toneladas de cassiterita, minério avaliado em mais de R$ 320 mil.
Perseguição e tiroteio na RR-325
A situação começou quando Renan desobedeceu a uma ordem de parada durante uma operação de fiscalização na rodovia RR-325, uma rota conhecida pela saída de garimpos da Terra Yanomami. Ao se aproximar de um posto de combustíveis na Vila do Apiaú, o motorista realizou uma manobra perigosa, entrando na contramão e efetuando quatro disparos contra os policiais, que felizmente não foram atingidos.
Após o tiroteio, Renan continuou a fuga por mais 10 quilômetros até colidir o veículo na vicinal 04 do Apiaú. Ele então abandonou o carro e fugiu a pé por uma área de mata, deixando para trás evidências cruciais para a investigação.
Material apreendido e investigação aprofundada
Dentro do automóvel abandonado, as autoridades policiais encontraram:
- 40 sacos de cassiterita, totalizando duas toneladas do minério;
- Estojos de munição deflagrados de calibre .40;
- Um cartucho intacto de calibre 12;
- Um rádio comunicador;
- Uma balança de precisão.
A investigação conduzida pelo Ministério Público Federal (MPF) revelou que o carro utilizado na fuga era alugado. O homem que locou o veículo no mesmo dia confirmou às autoridades que repassou o automóvel para Renan realizar o transporte do minério, fortalecendo as acusações.
Acusações e pedidos do Ministério Público Federal
Renan Alcântara Braga vai responder judicialmente pelos seguintes crimes:
- Tentativa de homicídio qualificado;
- Transporte ilegal de matéria-prima;
- Desobediência;
- Porte ilegal de munição.
O MPF solicitou que o réu seja condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos e mais R$ 20 mil para cada policial atacado durante o incidente. Além das multas, o órgão requer a suspensão da carteira de habilitação do acusado.
O caso, que chama a atenção para os conflitos envolvendo garimpo ilegal e violência na região, segue sob os cuidados da 4ª Vara Federal Criminal de Roraima, destacando os esforços das instituições de justiça e segurança pública no combate a crimes ambientais e ataques a agentes do estado.



