Mãe e filho são presos por organizar espancamento brutal de ex-companheiro em Irati
Mãe e filho presos por espancamento coletivo de ex-companheiro

Mãe e filho são presos por organizar espancamento brutal de ex-companheiro em Irati

A Polícia Civil do Paraná prendeu uma mulher de 52 anos e seu filho de 22 anos, suspeitos de organizarem um espancamento coletivo contra o ex-companheiro dela na cidade de Irati, localizada na região central do estado. O crime violento ocorreu na noite de 27 de fevereiro, uma sexta-feira, na Vila Matilde, e deixou a vítima com graves sequelas físicas.

Emboscada planejada resulta em agressão brutal

Segundo o delegado Luis Henrique Dobrychtop, responsável pelas investigações, o homem de 54 anos foi alvo de uma emboscada cuidadosamente planejada em frente à sua própria residência. Dois veículos cercaram o carro da vítima, momento em que um grupo de aproximadamente dez pessoas iniciou as agressões físicas com socos e chutes.

"O homem foi espancado até ficar completamente inconsciente, sofrendo fraturas faciais múltiplas e a perda de vários dentes. Essas lesões resultaram em deformidade permanente, caracterizando um caso gravíssimo de violência", detalhou o delegado durante coletiva de imprensa.

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Motivação familiar e premeditação comprovada

A investigação policial apontou que o ataque violento foi motivado por desavenças familiares de longa data entre a vítima e sua ex-companheira. A mulher presa teria atuado como mandante do crime e participado pessoalmente da ação junto com seus filhos e sobrinho.

"As provas coletadas durante as investigações, incluindo prints de mensagens trocadas via aplicativos de celular e depoimentos detalhados de testemunhas, reforçaram a tese da premeditação. O grupo planejava inicialmente 'dar um susto' na vítima, mas a situação escalou para um grave espancamento com consequências permanentes", explicou Dobrychtop.

Operação policial e prisão dos suspeitos

Mãe e filho foram presos no dia 1º de abril, uma quarta-feira, após intenso trabalho de inteligência da Polícia Civil. Durante a ação policial, os agentes apreenderam um aparelho celular que será submetido à perícia técnica para auxiliar na continuidade das investigações e na identificação de outros possíveis participantes do crime.

"Os presos foram devidamente interrogados e encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecem à disposição da Justiça paranaense. Eles são investigados pelos crimes de lesão corporal gravíssima e corrupção de menores, considerando a participação de jovens no episódio", complementou o delegado.

Sigilo nas investigações e canais de denúncia

Os nomes dos envolvidos não foram revelados pelas autoridades policiais, mantendo o sigilo necessário para as investigações em andamento. Por esse motivo, as defesas dos suspeitos não puderam ser identificadas ou contatadas para manifestação.

A Polícia Civil reforça que denúncias sobre quaisquer situações criminosas podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia). Caso o crime esteja acontecendo no momento da ligação ou exista alguém em situação de perigo iminente, a população deve acionar imediatamente a Polícia Militar através do telefone 190.

O caso continua sob investigação da Delegacia de Irati, que busca esclarecer todos os detalhes do planejamento e execução do espancamento coletivo, além de identificar outros participantes que possam ter fugido da ação policial inicial.

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