Médicos pedem afastamento de procurador do Cremesp após denúncias de crimes contra idosa
Médicos pedem afastamento de procurador do Cremesp por denúncias

Médicos mobilizam-se para pedir afastamento de procurador do Cremesp após graves denúncias

Um grupo de médicos está em movimento para coletar assinaturas necessárias em dois requerimentos que visam apurar supostos crimes cometidos por Carlos Magno dos Reis Michaelis Junior, procurador jurídico do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). As informações foram reveladas por documento obtido exclusivamente pela coluna neste domingo, 8 de março de 2026.

Denúncias de estelionato contra vulnerável e crimes contra idosos

Carlos Michaelis é acusado de se aproveitar de uma idosa que apresenta problemas mentais, com o objetivo de tomar posse de seus bens. As suspeitas incluem a prática de estelionato contra vulnerável, um crime que envolve a exploração de pessoas em situação de fragilidade, além de possíveis infrações contra idosos, protegidos por legislação específica.

O primeiro requerimento elaborado pelos médicos solicita a instauração de uma sindicância interna no Cremesp. O documento pede a apuração minuciosa dos riscos à integridade institucional do conselho e o afastamento cautelar imediato de Carlos Michaelis de suas funções, como medida preventiva durante as investigações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Questionamentos sobre transparência financeira e licitações

O segundo requerimento baseia-se em dados disponíveis no Portal da Transparência, que apresentam informações consideradas incompletas pelos médicos. Segundo o documento, algumas despesas elevadas do Cremesp não foram devidamente detalhadas, estando sob rubricas contábeis pouco utilizadas, o que levanta dúvidas sobre a gestão financeira da entidade.

Vale destacar que o orçamento anual do Cremesp supera a marca impressionante de 300 milhões de reais, reforçando a importância da transparência na aplicação desses recursos. A petição também exige acesso completo aos processos licitatórios e pregões eletrônicos realizados pelo conselho, citando como exemplos específicos os pregões de números 90025/2025 e 90004/2024.

Possíveis medidas legais em caso de descumprimento

Ao final do documento, os médicos requerentes deixam claro que, em caso de descumprimento ou falta de resposta adequada por parte do Cremesp, estão avaliando a adoção de medidas legais mais enérgicas. Entre as opções consideradas estão a propositura de uma ação para exigir contas detalhadas e a exibição de documentos relevantes, visando garantir a prestação de contas e a transparência na administração do conselho.

Procurado pela reportagem para se manifestar sobre as denúncias e os requerimentos apresentados pelos médicos, o Cremesp não retornou até o momento, mantendo silêncio sobre o assunto que tem gerado grande repercussão no meio médico e na sociedade paulista.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar