O artista Odanil Gonçalo Nogueira da Costa, conhecido artisticamente como MC Mestrão, foi preso nesta terça-feira, dia 31, durante a Operação Ruptura CPX, deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá, capital de Mato Grosso. O músico é investigado por suposto envolvimento com uma facção criminosa e por fazer apologia ao crime em suas composições musicais.
Letras com referências criminosas e contatos com a facção
De acordo com as investigações conduzidas pela polícia, as canções interpretadas por MC Mestrão continham referências diretas à organização criminosa e citavam em suas letras práticas ilícitas, como os chamados salves e golpes de estelionato. As apurações também indicaram que o suspeito mantinha contato frequente com membros de alto escalão da facção e frequentava locais utilizados como pontos de encontro de integrantes do grupo.
Operação cumpriu mandados em três estados
A Operação Ruptura CPX resultou no cumprimento de 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão domiciliar. As ações policiais ocorreram não apenas em Cuiabá, mas também em Várzea Grande, na região metropolitana, e na cidade de São Paulo, no estado de São Paulo. Os alvos da operação são investigados por uma série de crimes graves, incluindo:
- Furtos de defensivos agrícolas
- Roubos de veículos
- Tráfico de drogas
- Lavagem de dinheiro
- Domínio territorial na região metropolitana de Cuiabá
Estrutura interna da facção foi desvendada
As investigações conseguiram mapear o funcionamento interno da organização criminosa, revelando uma estrutura complexa e bem organizada. Segundo a Polícia Civil, a facção operava com:
- Divisão clara de tarefas entre seus membros
- Controle territorial em regiões específicas da área metropolitana
- Cobrança de taxas internas aos integrantes
- Utilização de contas bancárias de laranjas para ocultar a origem ilícita de valores
Monitoramento policial e apoio logístico
A polícia identificou que os integrantes da facção recrutavam moradores locais para monitorar a presença de viaturas policiais e repassar informações sobre movimentações das forças de segurança. Essa prática permitia a rápida dispersão de suspeitos e dificultava significativamente a atuação dos agentes. Além disso, as investigações apontaram que MC Mestrão prestava apoio logístico aos membros da organização, incluindo a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita.
A identidade dos demais alvos da operação não foi divulgada pelas autoridades. O portal de notícias g1 informou que está tentando localizar a defesa do investigado para obter mais informações sobre o caso. A Operação Ruptura CPX representa um duro golpe nas atividades da facção criminosa que atuava na região, demonstrando a eficácia do trabalho investigativo da Polícia Civil de Mato Grosso.



