Polícia prende mais suspeitos em operação contra fraude de meia-passagem em Manaus
Mais prisões em operação contra fraude de meia-passagem em Manaus

Operação Meia Verdade: novas prisões em esquema milionário de fraude de passagens

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) realizou novas prisões nesta semana como parte da Operação Meia Verdade, que investiga um sofisticado esquema criminoso de fraudes em cartões de meia-passagem no transporte público de Manaus. Dois suspeitos foram detidos, aumentando para oito o número total de pessoas presas desde o início das investigações.

Esquema envolvia empresas e escolas fictícias

Segundo as investigações policiais, o grupo criminoso atuava de forma organizada criando empresas fictícias e também instituições de ensino inexistentes para cadastrar pessoas que não tinham direito ao benefício da meia-passagem. O método permitia que indivíduos não elegíveis conseguissem o desconto de forma irregular no sistema de transporte público da capital amazonense.

O delegado Charles Araújo, que coordena as investigações, explicou que "a fraude foi detectada em dezembro de 2025, quando o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) identificou um volume atípico de inscrições vinculadas a escolas, muitas das quais eram fictícias ou inexistentes".

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Prejuízo milionário ao sistema de transporte

O esquema criminoso causou um impacto financeiro significativo ao sistema de transporte público de Manaus. Estima-se que o prejuízo anual chegue a aproximadamente R$ 4 milhões para o Sinetram, valor que representa perdas diretas com a fraude dos benefícios.

Entretanto, o gerente de operações do Sinetram, Tarcío Marques, alertou que o impacto real pode ser ainda maior: "O grupo causou um impacto de cerca de R$ 6 milhões no pagamento de subsídios, que acabam sendo arcados pela população". Isso significa que os custos da fraude são repassados indiretamente aos usuários do transporte público através de subsídios governamentais.

Cronologia das prisões e investigações

A operação policial segue uma linha do tempo bem definida:

  1. 15 de janeiro: Primeira fase da operação resultou na prisão de quatro pessoas
  2. 19 de janeiro: Um casal apontado como mentor do esquema foi detido
  3. Esta semana: Mais dois suspeitos foram presos, totalizando oito detenções

As investigações revelaram que o golpe começava com o cadastro de supostos estudantes no sistema público de benefícios. Em muitos casos, as inscrições estavam vinculadas a escolas que não existiam na realidade, mas que anunciavam a venda do benefício ilegalmente através das redes sociais.

Crimes imputados aos investigados

Os envolvidos no esquema deverão responder por múltiplos crimes perante a Justiça. As principais acusações incluem:

  • Associação criminosa para prática de fraudes sistemáticas
  • Estelionato por obter vantagem financeira através de engano
  • Inserção de dados falsos em sistemas de informação públicos

A Operação Meia Verdade continua em andamento, com possibilidade de novas prisões conforme as investigações avançam e novas evidências são coletadas pela Polícia Civil do Amazonas.

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