Líder religioso é formalmente acusado por crimes sexuais contra adolescentes no Distrito Federal
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia e tornou réu Gabriel de Sá Campos, de 30 anos, pelos crimes de importunação sexual e estupro de vulnerável. A decisão judicial marca um passo crucial no processo contra o acusado, que era líder religioso na Igreja Batista Filadélfia do Guará.
Detalhes das acusações e perfil das vítimas
De acordo com informações da Polícia Civil do Distrito Federal, os crimes teriam ocorrido em um período extenso, entre os anos de 2019 e 2024. As investigações apontam que as vítimas eram adolescentes com idades variando entre 10 e 17 anos no momento dos abusos.
A denúncia formal apresentada pelo Ministério Público detalha que Gabriel de Sá Campos é acusado por crimes cometidos contra oito vítimas diferentes. A divisão das acusações inclui:
- Três casos de estupro de vulnerável
- Cinco casos de importunação sexual
- Duas vítimas que sofreram ambos os crimes
Contexto familiar e posição na comunidade religiosa
O acusado possui vínculos profundos com a instituição religiosa onde os crimes teriam ocorrido. Ele é filho dos pastores que presidem a Igreja Batista Filadélfia do Guará, ocupando assim uma posição de confiança e autoridade dentro da comunidade.
"A partir dessas atividades, obtinha informações íntimas e explorava vulnerabilidades emocionais, especialmente de jovens em situação de fragilidade familiar, para cometer os abusos de forma recorrente e premeditada", explicou a Polícia Civil em nota oficial.
Modus operandi e situação processual
Segundo as investigações, Gabriel de Sá Campos utilizava sua posição de liderança religiosa e sua atuação como ministrante de cursos sobre sexualidade para se aproximar das vítimas. Ele convidava os adolescentes para encontros individuais, onde supostamente cometia os crimes.
A prisão do acusado ocorreu em 19 de dezembro de 2025, com sua prisão sendo convertida em preventiva no dia 12 de janeiro. Na sexta-feira, dia 13 de janeiro, ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória I (CDP) no Complexo Penitenciário da Papuda, onde aguarda o andamento do processo judicial.
Impacto na comunidade e medidas de proteção
O caso tem gerado grande repercussão na comunidade do Guará e entre fiéis da denominação religiosa envolvida. Autoridades reforçam a importância da denúncia em casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, lembrando que o Disque 100 e delegacias especializadas estão disponíveis para receber denúncias.
Especialistas em direitos da criança e do adolescente destacam que casos como este evidenciam a necessidade de mecanismos de proteção mais robustos em instituições que trabalham com jovens, incluindo igrejas, escolas e organizações sociais.



