Delegado investiga latrocínio em caso de corretora gaúcha esquartejada em Santa Catarina
Latrocínio em caso de corretora esquartejada em SC, diz delegado

Delegado trata como latrocínio caso de corretora gaúcha esquartejada em Santa Catarina

O caso da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, brutalmente assassinada e esquartejada em Florianópolis, Santa Catarina, está sendo investigado como latrocínio pela Polícia Civil. O delegado Anselmo Cruz afirmou que as evidências apontam para um crime patrimonial, onde os suspeitos buscavam vantagens financeiras após a morte da vítima.

Tragédia familiar: pai também foi vítima de latrocínio

Em uma revelação emocionante, o irmão da corretora, Matheus Estivalet Freitas, divulgou nas redes sociais que o pai de Luciani também foi vítima de latrocínio há exatamente duas décadas. "Curiosamente, com a mesma idade que minha irmã Luciani tinha hoje, 47 anos", escreveu Matheus, destacando a trágica coincidência que marcou profundamente a família.

"Duas dores que marcaram nossa família, separadas pelo tempo, mas unidas pelo amor que nunca deixou de existir", completou o irmão em sua publicação, demonstrando a dimensão da perda familiar.

Linha do tempo do crime

A corretora foi vista pela última vez no dia 4 de março, mas seu desaparecimento só foi registrado oficialmente na segunda-feira, 9 de março. O caso tomou um rumo sombrio quando, na quarta-feira, 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado na cidade de Major Gercino, em Santa Catarina.

A confirmação de que os restos mortais pertenciam a Luciani veio na sexta-feira, 13 de março, através de exames periciais realizados pela Polícia Civil. As investigações revelaram que o corpo foi dividido em cinco pacotes diferentes e transportado no próprio carro da vítima até uma ponte na área rural, onde foi jogado em um córrego.

Três suspeitos presos e motivação do crime

A polícia prendeu três pessoas suspeitas de envolvimento direto no crime:

  • A administradora da pousada onde Luciani residia
  • Um vizinho que morava ao lado da corretora
  • A namorada deste vizinho

Segundo o delegado Anselmo Cruz, "tudo indica um crime patrimonial, de latrocínio, que tinha como objetivo ter vantagens. Tentar seguir com a vida da vítima, fazendo compras, aquisições, talvez até transferências de outros bens".

Durante as investigações, a polícia identificou compras realizadas pela internet utilizando o CPF da vítima, reforçando a tese do latrocínio.

Sinais de alerta que antecederam a descoberta

A família começou a desconfiar que algo estava errado quando percebeu uma série de anomalias no comportamento usual de Luciani:

  1. Ela não atendeu ligações da família por um período prolongado
  2. Mensagens enviadas de seu celular apresentavam erros gramaticais incomuns
  3. Falhou em parabenizar a mãe pelo aniversário, ocorrido em 6 de março

Matheus explicou que, embora morasse sozinha em Florianópolis, Luciani mantinha contato diário com a família através de mensagens e ligações, tornando sua ausência incomunicável ainda mais preocupante.

Resgate dos animais de estimação

Em um aspecto mais positivo desta trágica história, os animais de estimação de Luciani foram localizados e resgatados com segurança. O delegado Anselmo Cruz confirmou à RBS TV que a gata Clarinha e a cachorrinha Kiara foram encontradas e entregues aos familiares.

A cadela Kiara foi localizada vagando pelas ruas da praia do Santinho, enquanto a gata Clarinha foi resgatada nas imediações de uma pousada da região com a ajuda da médica veterinária Kátia Chubaci. Matheus comemorou o reencontro nas redes sociais: "Kiara já está conosco".

Andamento do caso e próximos passos

O advogado Mauricio Moschen, que representa a família da vítima, informou que ainda não há previsão para a liberação dos restos mortais de Luciani para que possam ser transportados para o Rio Grande do Sul, seu estado de origem.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes deste crime brutal que chocou tanto Santa Catarina quanto o Rio Grande do Sul, unindo duas tragédias familiares separadas por vinte anos, mas marcadas pela mesma violência.