Justiça nega habeas corpus e mantém prisão de ex-piloto por homicídio doloso
Justiça mantém prisão de ex-piloto por homicídio doloso

Justiça do DF mantém prisão preventiva de ex-piloto acusado de homicídio doloso

A Justiça do Distrito Federal decidiu nesta sexta-feira, 13 de setembro, manter a prisão preventiva de Pedro Arthur Turra Basso, ex-piloto de 19 anos, acusado de homicídio doloso qualificado. A decisão ocorreu após o Tribunal de Justiça do DF negar, na quinta-feira (12), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do réu.

Denúncia do Ministério Público é aceita pela Justiça

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou Pedro Turra por homicídio doloso qualificado por motivo fútil, com base na agressão que resultou na morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. O crime ocorreu em 23 de janeiro, em Vicente Pires, após uma discussão iniciada por um cuspe.

Rodrigo Castanheira faleceu após permanecer internado por dezesseis dias em estado gravíssimo. Com a morte da vítima, o MP reclassificou o crime, que inicialmente era investigado como lesão corporal gravíssima, para homicídio doloso.

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Detalhes do caso e alegações das partes

Segundo o Ministério Público, houve indícios de premeditação na ação de Pedro Turra, que teria ido ao local com a intenção de iniciar a briga. A defesa de Rodrigo Castanheira afirma que o soco desferido pelo ex-piloto foi a causa direta da morte, destacando que "todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco".

A Polícia Civil solicitou à defesa da vítima que formalize um pedido para que o médico do Instituto Médico Legal analise se as lesões são compatíveis com o apresentado no laudo médico.

Pedido de indenização e situação processual

Além da ação penal, o MPDFT requer que Pedro Turra seja condenado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família de Rodrigo Castanheira. Com a aceitação da denúncia pela Justiça, o ex-piloto tornou-se réu e o processo segue para as fases de apresentação de defesa e produção de provas, até o julgamento final.

Pedro Turra cumpre prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda desde 2 de fevereiro. Sua defesa informou que não se manifestará sobre a denúncia neste momento.

Outras investigações envolvendo o acusado

A Polícia Civil investiga ainda outras quatro denúncias contra Pedro Turra, que vieram à tona após a repercussão do caso principal:

  • Agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos (caso em questão);
  • Briga em uma praça de Águas Claras, registrada em junho de 2025;
  • Denúncia de uma jovem que alega ter sido forçada a ingerir bebida alcoólica e torturada com um taser quando era menor de idade;
  • Agressão contra um homem de 49 anos durante uma briga de trânsito.

O caso continua sob acompanhamento das autoridades, com novas etapas processuais previstas para os próximos meses.

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