Guarda municipal vai a júri por matar vizinho após discussão por cachorro em Porto Alegre
Júri de guarda municipal por morte de vizinho após briga por cachorro

Guarda municipal enfrenta júri por homicídio após briga envolvendo cachorro de vizinho

O guarda municipal Roger da Motta Carvalho será submetido a julgamento por júri popular nesta terça-feira (10), a partir das 9 horas, no Foro Central de Porto Alegre. Ele é acusado de matar a tiros seu vizinho, o corretor de imóveis Bruno Saraiva Salgado, que tinha 30 anos na época do crime. O episódio violento ocorreu no dia 8 de dezembro de 2016, dentro do condomínio residencial onde ambos moravam, localizado na Zona Sul da capital gaúcha.

Discussão por cachorro desencadeia tragédia

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o fato teve início com uma discussão entre Carvalho, que estava de folga no momento, e a vítima, Bruno Saraiva Salgado. A briga surgiu enquanto Salgado passeava com seu cão da raça labrador, chamado Otto. Em um determinado momento da discussão, o guarda municipal teria se dirigido até sua residência para pegar uma arma de fogo.

O acusado efetuou dois disparos na altura do tórax do vizinho, resultando em sua morte. Durante o ataque, o cachorro Otto também foi atingido por um tiro, mas conseguiu sobreviver ao episódio. Atualmente, o animal está sob os cuidados de familiares da vítima, que residem na cidade de São Borja.

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Processo enfrenta adiamentos e investigações paralelas

Além do crime de homicídio simples, Roger da Motta Carvalho responde pela acusação de maus-tratos ao animal. O réu, que chegou a ser preso logo após a ocorrência do crime, posteriormente obteve o direito de responder ao processo em liberdade. O caso também envolveu investigações adicionais, pois dois colegas do acusado foram alvo de apuração por suposta fraude processual. Isso ocorreu porque a cena do crime teria sido alterada após a chegada de outros guardas municipais ao local.

O processo judicial passou por uma série de adiamentos ao longo dos anos. O primeiro júri chegou a ser realizado em março de 2025, porém o Conselho de Sentença foi dissolvido, o que levou à anulação da sessão. Um novo julgamento foi então marcado para agosto do mesmo ano, mas também foi adiado, culminando na data atual.

Procurada pela reportagem, a defesa de Roger da Motta Carvalho optou por não se manifestar publicamente, afirmando que irá se pronunciar "somente nos autos e no dia da defesa em plenário".

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