Irmãos são réus por homicídio e corpo carbonizado é achado em Pompeia
Irmãos réus por homicídio e corpo carbonizado em Pompeia

Irmãos são réus por homicídio e corpo carbonizado é achado em Pompeia

A Justiça de Marília, no interior de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus os irmãos Marcelo Alves da Costa e Marcos Alves da Costa pelo assassinato de Rafael Francisco Alves Ferreira, ocorrido em janeiro deste ano. Na mesma decisão, o juiz converteu a prisão temporária dos acusados em preventiva, mantendo-os sob custódia enquanto o processo avança.

Motivação do crime: dívida de agiotagem

De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por uma dívida de agiotagem que se arrastava desde 2024. No dia 16 de janeiro, a vítima, Rafael, foi até a empresa de Marcelo, uma fábrica de trailers no bairro Jardim Aquarius, para cobrar o valor devido. Após uma discussão acalorada e agressões físicas, a situação escalou para um desfecho trágico.

Detalhes brutais do assassinato

A investigação aponta que Marcos, irmão do empresário, desferiu um golpe de martelo na nuca da vítima pelas costas, enquanto Marcelo teria tomado a ferramenta e golpeado a cabeça de Rafael outras quatro vezes. Para ocultar o crime, os irmãos usaram água sanitária para lavar o sangue no chão da fábrica, em uma tentativa de apagar evidências.

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Segundo a denúncia, eles amarraram uma corda no pescoço da vítima e arrastaram o corpo até o carro de Rafael, um Porsche Macan, demonstrando um planejamento meticuloso para esconder o cadáver.

Corpo carbonizado e roubo de joias valiosas

Ainda de acordo com as investigações e a denúncia do MP, Marcelo dirigiu o veículo da vítima até a zona rural de Pompeia, seguido por Marcos em uma motocicleta. Antes de incendiar o automóvel, Marcelo teria roubado uma corrente e três pulseiras de ouro que estavam com a vítima, avaliadas em aproximadamente R$ 96 mil. As joias foram posteriormente apreendidas pela polícia na casa do réu, fornecendo uma prova material crucial.

O corpo de Rafael foi encontrado carbonizado no banco traseiro do veículo incendiado, descoberto por bombeiros que apagaram as chamas. A cena chocante evidenciou a brutalidade do crime e a tentativa de destruir qualquer vestígio.

Decisão judicial e acusações formais

Após a prisão preventiva, Marcelo Alves da Costa e Marcos Alves da Costa responderão por homicídio qualificado, furto, destruição de cadáver e fraude processual. A defesa dos réus tem o prazo de 10 dias para responder à acusação, em um processo que promete ser acompanhado de perto pela comunidade local.

O caso, que envolve elementos de violência extrema e planejamento criminoso, destaca os desafios enfrentados pelas autoridades em combater crimes passionais ligados a dívidas. A Polícia Civil, que prendeu a dupla em 17 de janeiro, continua investigando possíveis conexões e detalhes adicionais.

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