Irmão de Araceli vê 'justiça divina' na morte de absolvido no caso de 1973
Carlos Cabrera Crespo, irmão da menina Araceli, vítima de um dos crimes mais chocantes do Brasil, reagiu com um desabafo emocionado ao saber da morte de Dante de Brito Michelini, de 76 anos. O corpo de Dante foi encontrado decapitado e carbonizado em um sítio em Meaípe, Guarapari, nesta terça-feira (3). A confirmação veio de um familiar, enquanto a Polícia Civil aguarda exames de DNA para atestar a identidade.
Reação familiar e críticas à investigação
Em conversa exclusiva, Carlos expressou que 'só queria que meus pais estivessem vivos para ver que Deus não falhou'. Ele criticou a investigação do caso Araceli, ocorrido há quase 53 anos, destacando falhas básicas como a falta de perícia em locais-chave, incluindo o carro dos suspeitos. Para ele, a justiça humana falhou, mas a divina prevaleceu, deixando Dante viver tempo suficiente para sofrer com sua consciência.
Contexto histórico do caso Araceli
Dante foi um dos três principais acusados pelo assassinato de Araceli Cabrera Crespo, em 1973, quando a menina de 8 anos foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória. Embora condenado inicialmente em 1980, sua sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, e todos os réus foram absolvidos por falta de provas em 1985, resultando no arquivamento do caso.
Impacto e legado do crime
O caso Araceli deixou uma marca profunda na sociedade brasileira, inspirando a criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio. Anualmente, a data relembra a impunidade e promove debates sobre proteção infantil. A família Michelini, tradicional no Espírito Santo, sempre negou envolvimento, com o pai de Dante alegando em 1993 que foram ligados ao caso por notícias de jornal.
Investigação atual e detalhes da morte
A Polícia Civil trata a morte de Dante como homicídio, com investigações em andamento para determinar a causa. Até o momento, a cabeça da vítima não foi localizada. Enquanto isso, Carlos reflete sobre o passado, afirmando que 'Deus tarda mas não falha nunca', encerrando um capítulo doloroso com um senso de justiça que transcende os tribunais.



