Interrogatório de Rogério e Gustavo Andrade por bingo clandestino ocorre no Tribunal do Rio
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro realiza, nesta segunda-feira, dia 2, os interrogatórios de Rogério Andrade e Gustavo Andrade, em uma audiência que marca um novo capítulo no caso de um suposto bingo clandestino na capital fluminense. O contraventor Rogério Andrade, que está detido no presídio federal de Campo Grande, participará da sessão por videoconferência, enquanto seu filho Gustavo comparecerá presencialmente.
Nova denúncia do Ministério Público será analisada
As autoridades judiciais vão examinar uma nova denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). A acusação aponta uma ligação direta da família Andrade com a operação de um bingo clandestino no bairro do Recreio dos Bandeirantes, localizado na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A audiência está marcada para as 15 horas, na 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde os detalhes da investigação serão debatidos.
Histórico do caso e prisões anteriores
Gustavo Andrade, filho de Rogério, foi preso junto com o pai em 2022, durante a Operação Calígula. Ambos eram acusados de comandar uma rede de exploração de jogos ilegais em todo o estado do Rio de Janeiro. Gustavo conseguiu a liberdade em 2023, após uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A retirada da tornozeleira eletrônica que ele usava foi autorizada em janeiro deste ano, permitindo sua presença física no tribunal.
Posição das defesas e expectativas para a audiência
Até o momento da última atualização desta reportagem, a TV Globo conseguiu estabelecer contato com as defesas de Rogério e Gustavo Andrade, mas os advogados não se pronunciaram publicamente sobre os detalhes da nova denúncia. A expectativa é que a audiência esclareça os vínculos familiares com o esquema ilegal e avalie as provas apresentadas pelo MPRJ, que podem resultar em novas medidas judiciais contra os investigados.
Este caso reforça a atenção das autoridades sobre atividades de jogos de azar não regulamentados no Rio de Janeiro, destacando os esforços contínuos do sistema de justiça para combater operações clandestinas que impactam a segurança e a ordem pública na região.
