Guarda Civil Municipal de São Paulo registra queixa contra supervisor por ameaças e humilhações
Uma guarda-civil municipal da capital paulista procurou as autoridades policiais na noite de quinta-feira, 19 de setembro, para formalizar uma denúncia contra seu supervisor direto. A agente Bianca Macedo Borges relatou ter sido vítima de ameaças e agressões verbais por parte do superior hierárquico enquanto cumpria suas funções nas ruas do Centro de São Paulo.
Relato detalhado de humilhações e intimidações
De acordo com o depoimento registrado na delegacia, a guarda municipal prestava serviço na região da Feira da Madrugada, no tradicional bairro do Brás, quando seu superior, identificado como Uildson Carmo de Moraes, iniciou uma série de humilhações públicas. A agente descreveu que o supervisor a chamou de "idiota" e fez ameaças explícitas de agressão física, tudo na presença de outros colegas de farda que testemunharam a situação.
Bianca afirmou às autoridades que esta não era a primeira vez que sofria com o comportamento agressivo de Moraes. Ela relatou que, constantemente, era humilhada e ameaçada pelo superior em frente aos outros guardas municipais, sendo alvo de tratamento diferenciado por conta de sua condição de mulher. Os colegas que presenciaram os episódios foram incluídos como testemunhas no processo investigativo.
Resposta imediata da administração municipal
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo emitiu uma nota oficial informando que o Comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM) determinou a remoção imediata do servidor mencionado de sua unidade de lotação. A medida tem como objetivo garantir a apuração adequada dos fatos e preservar o ambiente de trabalho dos demais funcionários.
Segundo a gestão municipal, a Corregedoria Geral da GCM acompanha de perto o caso e afirmou que "adotará todas as medidas administrativas cabíveis" contra o agressor. "A Secretaria reafirma que não tolera qualquer conduta incompatível com os princípios da Administração Pública e reforça seu compromisso com o respeito, a ética e a integridade de seus servidores", declarou a prefeitura de São Paulo através de seu comunicado oficial.
Contexto preocupante de violência contra mulheres
O caso ganha dimensão adicional ao considerar que a cidade de São Paulo registrou números recordes de feminicídios no ano de 2025, destacando a urgência no combate a todas as formas de violência contra mulheres. A delegacia responsável pela investigação é a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher do Centro de São Paulo, especializada em crimes com essa característica.
A situação expõe desafios dentro das próprias instituições de segurança pública no que diz respeito ao tratamento igualitário e respeito aos direitos das mulheres servidoras. O caso segue sob investigação policial enquanto as medidas administrativas internas são implementadas pela Guarda Civil Metropolitana.



