Nesta quarta-feira (13), a divulgação de um áudio do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, pedindo dinheiro ao banqueiro Vorcaro, do Banco Master, para produzir um filme biográfico sobre Jair Bolsonaro causou forte reação na direita. O banqueiro teria pago cerca de R$ 61 milhões, segundo reportagem do Intercept Brasil, mesmo portal que revelou o escândalo da Vaza Jato.
Áudio comprometedor
No áudio de WhatsApp, Flávio afirma: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abraços!”. O pagamento foi feito entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O Intercept também apurou que Flávio negociava um novo repasse de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões à época), mas não foi possível confirmar se ocorreu devido à liquidação do Banco Master e à prisão de Vorcaro por fraude financeira que causou prejuízo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Envolvidos e reações
Além de Flávio, aparecem como intermediários o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o ator e deputado federal Mario Frias (PL-SP) e o ex-secretário da Cultura. Em março, o cunhado de Vorcaro, pastor Fabiano Zettel, já havia doado R$ 3 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro. Procurado, Flávio inicialmente negou: “De onde você tirou essa informação? É mentira”, e depois riu e se retirou. Mais tarde, admitiu o pedido e tentou atribuir a responsabilidade ao governo federal, sem sucesso.
Candidatura ameaçada
O escândalo abala a candidatura de Flávio Bolsonaro, que agora enfrenta questionamentos sobre a origem dos recursos e a relação com o banqueiro preso. Novos capítulos são esperados em breve.



