Fimca retoma aulas após assassinato de professora em Porto Velho; homenagens marcam luto
O Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), localizado em Porto Velho, retomou suas atividades acadêmicas na manhã desta terça-feira (10). A volta às aulas ocorre apenas três dias após o trágico assassinato da professora Juliana Santiago, de 41 anos, que foi morta a facadas por um aluno dentro da própria instituição de ensino.
Homenagens e luto oficial pela docente
Em respeito à memória da professora, a faculdade decretou luto oficial no sábado (7), demonstrando o impacto profundo do ocorrido na comunidade acadêmica. Já na segunda-feira (9), colegas e amigos se reuniram para prestar uma emocionante homenagem, com momentos de oração, execução de músicas e o lançamento simbólico de balões brancos.
“Hoje nos reunimos em silêncio, respeito e saudade. A professora Juliana Santiago permanece viva na memória e no legado deixado em cada vida que tocou através da educação”, publicou a instituição em suas redes sociais, reforçando o carinho e a admiração pela profissional.
Detalhes sobre a vítima e o autor do crime
Juliana Santiago era uma respeitada professora de Direito Penal na Fimca e também atuava como escrivã da Polícia Civil de Rondônia, acumulando uma trajetória de dedicação tanto na educação quanto na segurança pública. O autor do crime é identificado como João Cândido Júnior, de 24 anos, aluno do quinto período do curso de Direito da mesma faculdade.
Reconstituição do crime e investigações
O assassinato ocorreu na noite de sexta-feira (6), quando João Cândido Júnior aguardou a professora estar sozinha para iniciar uma discussão que rapidamente escalou para um ataque violento com faca. Juliana Santiago foi atingida com golpes nos dois seios e sofreu uma laceração no braço, ferimentos que, segundo a delegada Leisaloma Carvalho, responsável pela investigação, provocaram uma hemorragia interna grave.
O choque hipovolêmico resultante, condição em que o corpo perde a capacidade de manter a circulação adequada de sangue, levou a uma morte rápida. Apesar de ter sido socorrida por alunos e transportada ao Hospital João Paulo II, a professora faleceu antes mesmo de receber atendimento médico.
Após cometer o crime, o aluno tentou fugir do local, mas foi rendido por um colega que é policial militar, sendo contido imediatamente. O corpo de Juliana Santiago foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) no sábado (7) e posteriormente levado para Salvador, na Bahia, onde foi cremado.
Andamento do caso e reações
As circunstâncias do crime continuam sendo minuciosamente apuradas pela Polícia Civil de Rondônia, que busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido. Até o momento, a defesa de João Cândido Júnior optou por não se pronunciar sobre o caso, mantendo um silêncio que contrasta com a comoção gerada na comunidade.
A retomada das aulas na Fimca simboliza um esforço para retomar a normalidade, mas o episódio deixa marcas profundas, levantando discussões sobre segurança em ambientes educacionais e o impacto da violência no cotidiano acadêmico.



