Ex-prefeito de Campo Grande se entrega após matar fiscal tributário em MS
Ex-prefeito se entrega após homicídio de fiscal em MS

Ex-prefeito de Campo Grande confessa homicídio e se entrega à polícia

O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, está preso após se entregar às autoridades policiais por ter cometido um homicídio na tarde de terça-feira (24). A vítima foi identificada como Roberto Carlos Mazzini, servidor público estadual de 61 anos que trabalhava há mais de 15 anos como fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) de Mato Grosso do Sul.

Detalhes do crime que chocou a capital sul-mato-grossense

O crime ocorreu em uma residência localizada no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande. Segundo as investigações da Polícia Civil, Mazzini foi ao imóvel acompanhado de um chaveiro para abrir a casa e tomar posse do local, que havia sido arrematado em leilão judicial anteriormente.

Paralelamente, Alcides Bernal foi alertado por uma empresa de monitoramento sobre a presença de pessoas dentro da propriedade e decidiu se dirigir até o endereço. Ao chegar ao local, o ex-prefeito adentrou o imóvel já portando uma arma de fogo.

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Na garagem da casa, Bernal encontrou a vítima e, após uma breve discussão, efetuou dois disparos contra Mazzini. O fiscal tributário foi atingido pelos tiros e, mesmo após receber atendimento médico emergencial, não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

Trajetória profissional da vítima e reações institucionais

Roberto Carlos Mazzini ingressou no serviço público estadual em 2008 e, ao longo de sua carreira, ocupou diversas funções dentro da Sefaz. O servidor atuou como coordenador de Controle da Despesa, trabalhou no setor de Cadastro Fiscal e também no canal de atendimento ao contribuinte "Fale Conosco".

No momento do crime, Mazzini estava lotado na Agência Fazendária de Campo Grande, especificamente na unidade da Acrissul. De acordo com dados oficiais, o fiscal tributário possuía vínculo ativo com o Estado e recebia uma remuneração fixa de aproximadamente R$ 59 mil mensais, com valores líquidos em torno de R$ 36 mil após os descontos obrigatórios.

O Sindicato dos Fiscais Tributários de Mato Grosso do Sul (Sindifiscal/MS) emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a morte do colega de profissão. A entidade sindical destacou a trajetória dedicada de Mazzini ao serviço público e manifestou solidariedade à família enlutada, composta por esposa e três filhos.

O sindicato também informou que acompanhará de perto toda a apuração do caso, buscando garantir que haja responsabilização adequada pelos fatos ocorridos.

Versão do acusado e andamento processual

Em depoimento à polícia e através de áudio enviado à TV Morena, Alcides Bernal afirmou que reagiu ao que acreditava ser uma invasão à sua propriedade. O ex-prefeito, que já havia ocupado o cargo máximo do Executivo municipal entre 2005 e 2012, apresentou-se espontaneamente às autoridades policiais após o ocorrido.

A Polícia Civil está investigando o caso como homicídio qualificado e apurando minuciosamente todas as circunstâncias que envolveram o crime. Bernal foi preso em flagrante delito e já passou por audiência de custódia, sendo subsequentemente transferido para o sistema penitenciário.

O caso tem gerado comoção na capital sul-mato-grossense, especialmente entre os colegas de trabalho da vítima, que destacam o profissionalismo e dedicação de Mazzini durante seus mais de quinze anos de serviço público.

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