Justiça concede prisão domiciliar a ex-policial condenado por matar tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu
Ex-policial condenado por morte de petista ganha prisão domiciliar

Ex-policial penal condenado por morte de tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu recebe autorização para cumprir pena em casa

A Justiça autorizou que o ex-policial penal Jorge Guaranho cumpra sua pena de 20 anos de prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica. A decisão, publicada em 17 de março, permite que ele deixe o Complexo Médico Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e retorne a Foz do Iguaçu, onde o crime ocorreu.

Condenação e motivação para a mudança de regime

Guaranho foi condenado em fevereiro de 2025 pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) de Foz do Iguaçu. O crime aconteceu em 9 de julho de 2022, durante uma festa de aniversário de Arruda que tinha temática relacionada ao presidente Lula e ao PT. Na ocasião, Guaranho invadiu o local, discutiu com a vítima e, após retornar armado, efetuou disparos que levaram à morte de Arruda, que revidou usando sua arma como guarda municipal.

Após o tiroteio, Guaranho foi agredido por convidados da festa, sofrendo lesões que resultaram em sequelas neurológicas e motoras. A defesa argumentou que essas limitações, incluindo dificuldades em realizar atividades diárias e episódios de quedas por fraqueza e tonturas, justificam a prisão domiciliar. A Justiça acatou o pedido, afirmando que o ambiente prisional não oferece condições adequadas para o tratamento de sua saúde.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Condições da prisão domiciliar e reações das partes envolvidas

Conforme a decisão, Guaranho deverá cumprir a pena em Foz do Iguaçu e só poderá se deslocar para tratamentos médicos previamente comunicados à central de monitoramento, exceto em emergências. A advogada Amanda Nocera, responsável pela defesa, classificou a medida como "juridicamente adequada" e alinhada aos princípios da execução penal, ressaltando que não representa impunidade.

Por outro lado, os advogados da família de Arruda, Alessandra Raffaelli Boito e Rogério Oscar Botelho, afirmaram que acompanham o caso e adotarão medidas cabíveis para garantir a aplicação da lei e a preservação da memória da vítima. Eles destacaram que a viúva, Pamela Silva, recebeu a notícia enquanto levava o filho caçula de 3 anos para tratamento psicológico, enfatizando o impacto devastador do crime na família.

Contexto do crime e julgamento

O assassinato de Marcelo Arruda, que deixou quatro filhos, sendo um deles com pouco mais de 40 dias na época, teve alta repercussão social. Guaranho foi submetido a um júri popular em fevereiro de 2025, após adiamentos e transferência para Curitiba. Durante o julgamento, ele afirmou publicamente que não foi à festa "nem para brigar, nem para matar". A juíza aumentou a pena citando motivação política para o crime.

Este caso continua a gerar debates sobre justiça, direitos dos presos e o impacto de crimes violentos na sociedade, com a prisão domiciliar sendo vista como uma medida excepcional baseada em condições de saúde específicas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar