A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu as investigações sobre a morte do ex-policial militar Kleber Gonçalves, ocorrida em outubro de 2024, em Vitória. O crime foi motivado por uma disputa interna em uma rede criminosa formada majoritariamente por ex-PMs que atuavam com agiotagem e extorsão na Grande Vitória.
Detalhes do crime
Kleber Gonçalves, de 47 anos, foi morto a tiros dentro de sua hamburgueria no bairro São José, em Vitória. Câmeras de segurança registraram a ação: um carro parou em frente ao estabelecimento, e Cleilton dos Reis, de 55 anos, desceu pelo lado do carona, com o rosto coberto, efetuou os disparos e fugiu. Kleber chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois no hospital. Cinco meses antes, ele já havia sofrido uma tentativa de assassinato.
Investigação e prisões
As imagens das câmeras foram fundamentais para a identificação dos suspeitos. Cleilton dos Reis foi apontado como o autor dos disparos. Após o crime, ele incendiou o veículo usado na fuga em uma pedreira no bairro Joana D'Arc e fugiu a pé. As câmeras flagraram o momento em que ele retirou o capuz, permitindo sua identificação. Ele foi preso em Cariacica ao chegar em casa.
Rodolfo da Silva Mercier, de 34 anos, foi preso por dar apoio à fuga do atirador. A polícia montou um cerco em via pública e o abordou. Com ele foram encontrados uma pistola e três carregadores. Os telefones de ambos foram apreendidos.
Mandante também morto
O mandante do crime, o ex-PM Weber Lins Pereira, foi morto a tiros ao sair de uma igreja no dia 2 de maio de 2025, no bairro Jardim América, em Cariacica. Ele foi encontrado morto dentro de uma caminhonete S10 preta. A polícia não divulgou detalhes sobre as investigações da morte do mandante.
Rede criminosa
Segundo a polícia, todos os envolvidos faziam parte de um grupo que controlava ações de extorsão e agiotagem em diversas regiões da Grande Vitória. O assassinato de Kleber foi consequência de um desentendimento interno entre os integrantes. O delegado George Zan, adjunto da Divisão Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, afirmou: “Todas essas pessoas pertenciam a um grupo que controlava ações de extorsão e agiotagem, não só na região da Grande São Pedro como em toda a Grande Vitória. Por algum motivo eles tiveram um desentendimento que culminou na morte do Kleber.”



