Justiça do Rio declara ex-goleiro Bruno Fernandes foragido após violação de condicional
A Justiça do Rio de Janeiro emitiu um mandado de prisão contra o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, declarando-o oficialmente foragido. A decisão foi tomada pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro no dia 5 de março, após constatar que o ex-atleta descumpriu uma das condições estabelecidas para seu livramento condicional.
Viagem não autorizada ao Acre resulta em revogação do benefício
De acordo com a decisão judicial, Bruno Fernandes viajou para o estado do Acre no dia 15 de fevereiro, poucos dias após obter o livramento condicional, sem a devida autorização da Justiça. Pelas regras impostas, ele estava expressamente proibido de deixar o território do estado do Rio de Janeiro. Diante dessa violação, a Vara de Execuções Penais revogou imediatamente o benefício e determinou o retorno do ex-goleiro ao regime semiaberto de prisão.
Defesa contesta decisão e orienta cliente a não se apresentar
A defesa de Bruno Fernandes afirmou ao g1 que orientou o ex-jogador a não se apresentar à Justiça neste momento, anunciando que irá recorrer da decisão. A advogada Mariana Migliorini explicou que a orientação é aguardar a análise do recurso antes de qualquer apresentação, argumentando que uma apresentação imediata poderia resultar em uma medida irregular, como a colocação em regime fechado em vez do semiaberto.
Segundo a defesa, Bruno vinha cumprindo regularmente todas as condições impostas desde a concessão do livramento condicional. A advogada destacou que, durante aproximadamente três anos, o ex-goleiro:
- Compareceu ao patronato sempre que solicitado
- Assinou regularmente os documentos exigidos
- Manteve seu endereço atualizado junto às autoridades
- Seguia todas as exigências estabelecidas pela Justiça
Relembrando o caso Eliza Samudio
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio da modelo Eliza Samudio, crime que ocorreu em 2010 e teve grande repercussão internacional. A Justiça concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o ex-jogador. O ex-goleiro estava em livramento condicional desde 2023, após cumprir parte de sua pena no sistema prisional.
O caso continua a gerar atenção pública significativa, especialmente agora com esta nova reviravolta judicial que coloca o ex-atleta novamente na condição de foragido das autoridades brasileiras.



