Ex-goleiro Bruno se pronuncia sobre caso Eliza Samúdio e nega autoria do crime
Bruno Fernandes, ex-goleiro condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato da modelo Eliza Samúdio em 2010, voltou a falar publicamente sobre o caso em uma entrevista recente a um podcast. Em liberdade condicional desde 2023, o ex-atleta admitiu ter sido omisso no episódio, mas negou veementemente ser o mandante do crime que chocou o país.
Admissão de omissão e negação de mandato
Durante a conversa, Bruno Fernandes afirmou que seu principal erro foi a omissão, mas ressaltou que isso não o torna inocente, embora também não o caracterize como o principal responsável. “O meu erro na situação foi ter sido omisso. Isso faz de mim uma pessoa inocente? Não. Eu nunca falei que eu sou inocente, mas eu também não sou o demônio da parada”, declarou o ex-goleiro, tentando equilibrar sua posição no caso.
Ele ainda mencionou que o crime teria ligações com uma facção criminosa, sem fornecer detalhes adicionais sobre essa alegação, deixando em aberto questões sobre a extensão do envolvimento de terceiros.
Contexto do desaparecimento e julgamento
Bruno Fernandes também abordou aspectos do seu julgamento, lembrando que confessou saber do desaparecimento de Eliza Samúdio na época, mas negou ter ordenado o ato. “Eu até falei no meu júri quando o juiz me perguntou: ‘Você mandou fazer isso?’. Eu falo ‘Não’. ‘Mas você sabia?’. Eu sabia, mas eu não mandei”, relatou, reforçando sua versão dos fatos.
Além disso, o ex-atleta afirmou que não mantinha contato direto com Eliza Samúdio no período do desaparecimento, delegando a responsabilidade por seus assuntos pessoais a outras pessoas. “Quem tomava conta das minhas coisas era o Macarrão. Ele que resolvia tudo pra mim”, explicou, sem especificar o papel dessa pessoa no caso.
Repercussões e atualizações do caso
O caso de Eliza Samúdio continua a gerar discussões na mídia e no público, especialmente com declarações recentes como as de Bruno Fernandes. A modelo foi assassinada em 2010, e o ex-goleiro foi condenado em 2013, com a sentença sendo mantida em recursos posteriores.
Enquanto isso, notícias paralelas, como o filho de Eliza Samúdio assinando seu primeiro contrato profissional no futebol, mantêm o caso em evidência, mostrando como o episódio ainda ressoa na sociedade brasileira.
A entrevista do ex-goleiro Bruno Fernandes a um podcast trouxe à tona novas perspectivas sobre um dos crimes mais midiáticos da última década, levantando questões sobre responsabilidade, justiça e a complexidade dos fatos envolvidos.



