Condenação por tentativa de homicídio
Tiago Cheregatte Neves, ex-namorado de Elize Matsunaga, foi condenado a cinco anos de prisão em 2020 por tentar matar o próprio avô com marteladas na cabeça. O crime ocorreu em Santa Bárbara d’Oeste (SP), na casa onde morava com a família. Tiago era homem trans e, segundo uma biografia não autorizada de Ullisses Campbell, envolveu-se com Elize Matsunaga enquanto ambos cumpriam pena no presídio de Tremembé II, conhecido como presídio dos famosos.
Detalhes do ataque
Em março de 2020, Tiago foi preso em flagrante pela Polícia Militar após atacar o avô de 71 anos com marteladas na cabeça. De acordo com o Ministério Público, o crime foi motivado por comentários negativos sobre seu comportamento em casa. A tentativa de homicídio não se consumou porque a mãe e o irmão de Tiago intervieram e interromperam as agressões. Ele foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
Agravantes e defesa
Foram considerados agravantes como recurso que dificultou a defesa da vítima, crime contra idoso, cometido contra ascendente, em ambiente doméstico e durante a calamidade pública da pandemia de Covid-19. A defesa, representada pela advogada Fernanda Fachine, pediu a redução do caso para lesão corporal. Em dezembro de 2020, a Justiça condenou Tiago pela tentativa de homicídio. A pena foi de 5 anos, 11 meses e 3 dias de prisão no regime semiaberto, extinta em março deste ano.
Morte em rodovia
Tiago Cheregatte Neves morreu após ser atropelado na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em São Vicente, no litoral de São Paulo. O atropelamento ocorreu no dia 5, mas a identidade foi revelada na quarta-feira (13). De acordo com o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar Rodoviária foi ao local após ser informada sobre o atropelamento. O primeiro motorista a atingir Tiago disse que foi surpreendido pela vítima, que invadiu a pista. Ele tentou frear, mas não teve tempo de evitar o impacto. Uma viatura da PM também passou por cima da vítima, assim como outros veículos que seguiam pelo trecho. O condutor do carro e o policial militar que dirigia a viatura fizeram o teste do bafômetro, que deu negativo para ingestão de álcool. A morte foi constatada por um médico da Ecovias, concessionária responsável pela rodovia.



