Estudante é condenado a 5 anos por tráfico após transportar 30 tabletes de cocaína
Estudante condenado a 5 anos por tráfico de drogas em Teresina

Um estudante de enfermagem foi condenado a cinco anos e quatro meses de prisão pelo crime de tráfico de drogas em Teresina, capital do Piauí. Leonardo Araújo Meira está preso desde maio de 2025, quando foi flagrado pela polícia transportando uma grande quantidade de cocaína.

Condenação e regime de pena

A decisão judicial foi publicada na terça-feira, 13 de janeiro. O juiz da Vara de Delitos de Tráfico de Drogas de Teresina aplicou a pena após o réu confessar o transporte da droga. A Justiça determinou que o cumprimento da sentença seja em regime semiaberto.

Isso significa que Leonardo está autorizado a estudar e trabalhar durante o dia, mas deve retornar à penitenciária no período noturno. O pedido da defesa para que ele respondesse ao processo em liberdade foi negado pelo magistrado.

A dívida que levou ao crime

Em depoimento à Polícia Civil, gravado em vídeo e obtido pela TV Clube, o estudante revelou o motivo que o levou a cometer o crime. Ele afirmou que devia R$ 4 mil a traficantes e aceitou transportar a droga para abater parte do valor.

“Eu estava devendo R$ 4 mil, ia ficar só R$ 1 mil e posteriormente eu faria algo para pagar o restante. Essa foi uma grande quantidade. Disseram que iam perdoar minha dívida se eu fosse”, declarou Leonardo aos policiais.

Ele detalhou que a viagem que resultou na sua prisão abateria R$ 3 mil do total devido. O estudante confessou ainda que já havia feito quatro viagens anteriores para transporte de entorpecentes, sempre entregando a carga para terceiros na cidade de Timon, no Maranhão.

A prisão e os detalhes da apreensão

Leonardo foi abordado pelos agentes no Posto Fiscal da Tabuleta, na Zona Sul de Teresina. No porta-malas do seu carro, os policiais encontraram 30 tabletes de cocaína, que estavam sendo trazidos da cidade de Imperatriz, no estado do Maranhão.

Um detalhe curioso chamou a atenção: as embalagens que continham a droga estamparam o rosto de um ministro boliviano. De acordo com o delegado Charles Pessoa, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), a imagem não indica participação do político no crime.

“Alguns criminosos utilizam algumas imagens para identificar a origem da droga e para quais pessoas ela será distribuída”, explicou o delegado. A carga apreendida foi avaliada em impressionantes R$ 3,5 milhões, conforme laudo do Draco. Parte da droga tinha como destino o litoral do Piauí.

O estudante também admitiu fazer uso de maconha e haxixe. Ele relatou que nunca conheceu pessoalmente o chefe do esquema, mantendo contato apenas por aplicativo de mensagens. “Nunca vi o dono da carga pessoalmente, só falava pelo WhatsApp. Ele mandava outros irem ao meu encontro”, finalizou em seu depoimento.