Estudante é afastado da UFDPar por suspeita de importunação sexual em banheiro
Estudante afastado da UFDPar por suspeita de importunação sexual

Estudante é afastado da UFDPar por suspeita de importunação sexual em banheiro

A Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) determinou o afastamento de um estudante por 20 dias devido a suspeitas de importunação sexual ocorrida dentro de um banheiro da instituição. A medida cautelar foi assinada pelo vice-reitor Vicente Borges e estabelece que o aluno não poderá acessar as dependências da universidade durante o período, embora possa continuar com atividades acadêmicas remotamente.

Detalhes do caso e investigação

De acordo com relatos, o estudante suspeito – cuja identidade não foi divulgada – teria abordado dois colegas em um banheiro da UFDPar e exibido suas partes íntimas. A universidade foi informada sobre as denúncias na terça-feira (24) e imediatamente acionou os setores competentes para iniciar as providências necessárias.

"É um fato que se caracteriza, inicialmente, como importunação sexual", explicou o vice-reitor Vicente Borges. "O caso acionou a política de combate à violência da UFDPar, que prevê um fluxo processual envolvendo comissões para apuração, audiência das partes e encaminhamento à reitoria."

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A portaria de afastamento ressalta que a medida é estritamente cautelar e preventiva, não antecipando qualquer julgamento sobre os fatos em investigação. O documento também prevê que o prazo de suspensão pode ser prorrogado caso haja justificativa adequada.

Contexto e esclarecimentos importantes

O vice-reitor Vicente Borges forneceu informações adicionais sobre o caso. Ele revelou que o estudante suspeito apresentou laudos indicando transtornos psiquiátricos, cujas condições ainda estão sendo avaliadas pela instituição.

Borges também fez um esclarecimento crucial: todos os envolvidos – o estudante afastado e os dois que fizeram a denúncia – são homens cisgênero. Ele enfatizou que o caso não tem qualquer relação com a recente mudança na sinalização dos banheiros da UFDPar, que passou a incluir pessoas trans e não binárias.

"Importante pontuar que a alteração na sinalização dos banheiros da UFDPar não possui qualquer relação com o caso", afirmou o reitor. "O estudante afastado e os que denunciaram são homens cisgênero."

Próximos passos e processo administrativo

A UFDPar informou que a investigação continuará durante os 20 dias de suspensão do estudante. A instituição seguirá o fluxo estabelecido por sua política de combate à violência, que inclui a coleta de depoimentos, análise de evidências e elaboração de relatórios pelas comissões designadas.

O processo administrativo disciplinar competente será instaurado, instruído e julgado de forma regular, garantindo os direitos de todas as partes envolvidas. A universidade mantém o compromisso de tratar o caso com a seriedade necessária, assegurando um ambiente acadêmico seguro para todos os estudantes.

Este incidente destaca a importância dos protocolos institucionais para lidar com alegações de violência sexual no âmbito universitário, bem como a necessidade de distinção clara entre casos individuais e políticas de inclusão implementadas pela instituição.

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