Câmera de reconhecimento facial prende empresário condenado por feminicídio na Bahia
Empresário condenado por matar esposa é preso na Bahia após reconhecimento facial

Câmera de segurança identifica foragido condenado por assassinato de esposa

O empresário Sérgio Nahas, condenado pelo assassinato da esposa Fernanda Orfali em São Paulo no ano de 2002, foi preso na Bahia no último sábado, dia 17 de janeiro de 2026. A captura ocorreu após um sistema de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública identificar o foragido na Praia do Forte, no litoral norte do estado.

Momento da identificação e prisão em apartamento de luxo

Imagens exclusivas obtidas pela TV Bahia mostram o exato instante em que a câmera de vigilância reconheceu Nahas, atualmente com 61 anos de idade. Imediatamente após a detecção, a Polícia Militar foi acionada e se dirigiu ao local onde o empresário estava hospedado.

A prisão aconteceu em um apartamento de luxo localizado na vila de Praia do Forte, mesmo destino turístico onde o casal havia passado a lua de mel antes do crime ocorrido. No momento da abordagem policial, Nahas foi encontrado em posse de diversos itens que chamaram a atenção das autoridades.

Itens apreendidos e histórico do caso

Durante a ação policial, foram apreendidos 13 pinos de cocaína, três celulares, vários cartões de crédito e um automóvel da marca Audi. A descoberta desses objetos ampliou as investigações sobre as atividades do empresário durante seu período como foragido da justiça.

Sérgio Nahas havia sido condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa. Após quase 23 anos do crime, em 2025, a Justiça finalmente expediu um mandado de prisão contra ele, colocando seu nome e fotografia na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional utilizada para localizar criminosos foragidos.

Posicionamento da defesa e cronologia do caso

Em nota oficial, a advogada Adriana Machado e Abreu, responsável pela defesa de Sérgio Nahas, afirmou que a prisão do empresário representa "um dos casos de maior injustiça do Brasil". A defesa argumentou que Nahas já residia na Bahia antes da emissão do mandado de prisão e que não tinha intenção de descumprir determinações judiciais.

A cronologia do caso revela um processo judicial prolongado:

  1. 2002 – Fernanda Orfali, de 28 anos, é assassinada no apartamento do casal em Higienópolis, São Paulo. A defesa inicialmente alegou suicídio, mas a perícia descartou essa versão ao não encontrar pólvora nas mãos da vítima.
  2. 2002-2018 – O processo avança lentamente pelos tribunais. Em 2018, Nahas é condenado a 7 anos em regime semiaberto por homicídio simples.
  3. 2018-2025 – Recursos judiciais elevam a pena para 8 anos e 2 meses em regime fechado após decisão do STF.
  4. 2025 – Com a condenação confirmada, a Justiça de São Paulo emite mandado de prisão e inclui Nahas na lista da Interpol.
  5. 2026 – A prisão finalmente ocorre na Bahia após identificação por sistema de reconhecimento facial.

Significado tecnológico e policial da operação

Este caso demonstra a efetividade dos sistemas de vigilância tecnológica na localização de criminosos foragidos. A utilização de câmeras com reconhecimento facial pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia permitiu identificar um indivíduo que estava na lista internacional da Interpol há meses.

A operação também revela como criminosos condenados por crimes graves podem manter estilo de vida luxuoso mesmo durante períodos de fuga da justiça, utilizando recursos financeiros e se hospedando em locais de alto padrão enquanto procurados pelas autoridades.