Diretor de escola estadual no Acre é preso por assédio sexual contra alunas
Diretor de escola no Acre preso por assédio sexual contra alunas

Diretor de escola estadual no Acre é preso por assédio sexual contra alunas

Um diretor de uma escola estadual em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, foi preso na segunda-feira (23) após uma denúncia de assédio sexual feita por um grupo de 12 alunas. O suspeito foi detido dentro da instituição de ensino e posteriormente liberado após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 3 mil. Ele negou as acusações perante a polícia.

Denúncia e prisão do diretor

As alunas compareceram à delegacia de Marechal Thaumaturgo para relatar o comportamento inadequado do diretor. Conforme o delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, uma das estudantes afirmou ter sido vítima de assédio sexual, enquanto as outras relataram incidentes semelhantes em períodos anteriores. Uma das vítimas, por exemplo, contou que o diretor a chamava repetidamente para ir à sua sala, mas ela recusou os convites. Após isso, ela começou a ouvir assobios e receber olhares indiscretos do suspeito.

O delegado destacou que recentemente outra adolescente de 13 anos também alegou ter sido assediada pelo mesmo diretor. "Vamos fazer todos os procedimentos de polícia judiciária para tentar apurar esses fatos", afirmou Laurentino, enfatizando a atenção da Polícia Civil a casos de abusos sexuais em ambientes escolares.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações das autoridades e procedimentos legais

O prefeito de Marechal Thaumaturgo, Valdelio Furtado, declarou ao g1 que não estava ciente da denúncia, mas que buscaria informações com o secretário de Educação, Eclínio Furtado, que estava em viagem e sem comunicação no momento. "Vai sair da escola se for comprovado, não admito uma situação dessa", ressaltou o prefeito.

O diretor foi autuado pelo crime de assédio sexual, com agravantes por ter ocorrido em ambiente escolar e envolver uma adolescente menor de 18 anos. As demais vítimas devem ser ouvidas ao longo da semana. Laurentino explicou que fará uma comunicação com a Secretaria de Educação para verificar se o gestor será afastado. "O crime praticado tem uma pena menor que quatro anos, com isso, foi arbitrada a fiança e após o pagamento, ele foi liberado, no entanto responderá um processo criminal", concluiu o delegado.

Canais de denúncia e apoio às vítimas

Para auxiliar vítimas de violência, a Polícia Militar disponibiliza números de contato, como (68) 99609-3901, (68) 99611-3224, (68) 99610-4372 e (68) 99614-2935. Outras formas de denúncia incluem:

  • Polícia Militar - 190: para situações de risco imediato.
  • Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes.
  • Delegacias especializadas no atendimento a crianças ou mulheres.
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) no Acre: telefone (68) 99930-0420.
  • Disque 100: para denúncias anônimas de violações de direitos humanos.
  • Profissionais de saúde: devem fazer notificação compulsória em casos suspeitos.
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008.

A identidade do suspeito não foi divulgada, e o g1 não conseguiu contato com ele ou sua defesa. O caso segue sob investigação, com a polícia comprometida em garantir que os fatos sejam apurados e que a justiça seja feita.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar