Delegado e esposa são alvos de investigação por fraude em concursos públicos
A Polícia Federal está investigando um esquema de fraude em concursos públicos que teria beneficiado candidatos em diferentes estados do país. Entre os nomes citados na apuração estão o delegado da Polícia Civil de Pernambuco, Diogo Gonçalves Bem, e sua esposa, Larissa Saraiva Amando Alencar.
Esposa de delegado aprovada em primeiro lugar
De acordo com informações exibidas pelo programa Fantástico, Larissa Saraiva foi aprovada em primeiro lugar para o cargo de auditora fiscal do trabalho. A investigação da PF aponta que o delegado Diogo Bem teria pago uma quadrilha especializada para garantir a aprovação da esposa no concurso público.
Apesar das graves suspeitas, Larissa Saraiva continua exercendo o cargo para o qual foi aprovada. Uma equipe de reportagem tentou localizá-la no prédio onde mora, no Recife, mas não obteve sucesso. Também foram feitas tentativas de contato com o casal por telefone e mensagens, sem qualquer retorno até o momento.
Como funcionava o esquema criminoso
A investigação da Polícia Federal revelou detalhes do sofisticado esquema de fraudes em concursos públicos. Entre os métodos identificados pelos investigadores estão:
- Uso de "candidatos fantasmas" - pessoas pagas para fazer as provas no lugar dos inscritos legítimos
- Utilização de pontos eletrônicos para repasse de respostas durante os exames
- Acesso antecipado às provas através de funcionários cooptados em bancas organizadoras
Segundo as investigações, a organização criminosa era liderada por Tiago José de Andrade, que teria estabelecido uma rede de contatos dentro de diversas bancas examinadoras. Os valores cobrados pelos serviços fraudulentos variavam conforme o cargo disputado, podendo chegar a impressionantes R$ 500 mil em alguns casos.
Formas de pagamento e operação policial
As investigações também revelaram que os pagamentos eram realizados de diversas formas, incluindo:
- Parcelamento em várias vezes
- Compra de bens de luxo, como carros importados
- Pagamento de uma espécie de "mensalidade" pelos candidatos beneficiados
A Polícia Federal já cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em estados como Alagoas, Paraíba e Pernambuco. Os investigados podem responder por crimes graves incluindo fraude em concurso público, organização criminosa e concussão.
A operação continua em andamento e novas medidas podem ser tomadas conforme o avanço das investigações. O caso expõe vulnerabilidades no sistema de concursos públicos brasileiro e levanta questões sobre a integridade de processos seletivos em todo o país.



