Cuidador é preso por omitir socorro a idoso e tentar fraudar aluguéis em nome da vítima na Paraíba
Um homem foi preso nesta quinta-feira, 26 de setembro, no Sertão da Paraíba, acusado de um crime que chocou a região de Pombal. O suspeito, que trabalhava como cuidador de um idoso de 66 anos, é investigado por omitir socorro à vítima, deixar o corpo em decomposição por mais de 48 horas na residência e, durante esse período, tentar cobrar aluguéis fraudulentamente em nome do falecido. A companheira do acusado também foi detida pelas autoridades policiais.
Detalhes do caso investigado pela Delegacia de Pombal
O caso, que está sob investigação da Delegacia de Pombal, ocorreu no dia 15 de janeiro. Segundo a Polícia Civil, o cuidador observou o idoso em estado de agonia através de câmeras internas da casa, mas não acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) nem comunicou o fato aos familiares. O casal alegou que o óbito teria acontecido no dia 17 de janeiro, porém, o laudo pericial constatou que a morte ocorreu entre os dias 14 e 15, evidenciando que o suspeito manteve o cadáver na residência por um período superior a 48 horas.
Durante esse intervalo, o homem ainda tentou cobrar valores de aluguéis em nome da vítima, o que configura tentativa de estelionato. O avançado estado de decomposição do corpo impossibilitou a realização de um velório, agravando a situação para os familiares do idoso.
Crimes imputados e prisão dos envolvidos
O homem foi indiciado pelos crimes de homicídio por omissão e tentativa de estelionato. Já a companheira dele foi responsabilizada pelo crime de omissão de socorro com resultado morte. O suspeito foi localizado e preso em outro município da Paraíba e, atualmente, está à disposição da Justiça para os devidos processos legais.
A investigação destacou a gravidade dos atos, que combinam negligência com intenção fraudulenta, levantando questões sobre a segurança e a confiança em cuidadores de idosos na região. As autoridades reforçam a importância de denúncias e vigilância para prevenir casos similares.



