Delegado detalha crime brutal de corretora morta e esquartejada em Florianópolis
Os suspeitos de assassinar e esquartejar a corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, em Florianópolis, utilizaram o porta-malas do próprio veículo da vítima para transportar os restos mortais até o local de descarte, conforme revelações da Polícia Civil. Parte do corpo foi encontrada a mais de 100 quilômetros de distância, em Major Gercino (SC), na quarta-feira (11).
Crime organizado e descarte macabro
Os restos mortais foram divididos em cinco pacotes distintos e levados até uma ponte na área rural da cidade, que possui aproximadamente 3,2 mil habitantes, sendo jogados em um córrego. Até o momento, apenas o tronco da vítima foi localizado pelas autoridades. A investigação aponta para um crime de latrocínio, com três pessoas já presas sob suspeita de envolvimento.
Todos os suspeitos, assim como a vítima, residiam no mesmo conjunto residencial localizado no bairro Santinho, uma região turística da Capital, no Norte da Ilha de Santa Catarina. O carro de Luciani foi encontrado em uma rua próxima ao local, após um dos suspeitos indicar onde o veículo estaria estacionado.
Identificação dos suspeitos e conexões criminosas
Ângela Maria Moro, de 47 anos, administradora do conjunto residencial, foi presa na quinta-feira (12). Ela foi inicialmente detida por receptação, após ser encontrada com pertences da vítima, mas negou qualquer participação no crime.
Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho de porta da corretora, foi preso nesta sexta-feira (13). Ele também era procurado por um latrocínio em São Paulo, onde é suspeito de matar João Batista Vieira, de 65 anos, em 2022, na cidade de Laranjal Paulista. Matheus dividia apartamento com seu irmão, um adolescente de 14 anos, que foi flagrado no conjunto residencial buscando encomendas adquiridas com o CPF de Luciani.
A namorada de Matheus, cujo nome não foi divulgado, também foi presa nesta sexta-feira. A polícia ainda não definiu a responsabilidade do adolescente no caso, mas a mãe dos dois homens, mencionada em termo de audiência de custódia, não é considerada suspeita.
Investigação e descobertas chocantes
A investigação teve início após um boletim de ocorrência registrado pela família da vítima na segunda-feira (9). A partir disso, a polícia identificou compras realizadas com o CPF de Luciani, o que levou às primeiras prisões. No caso de São Paulo, câmeras de segurança registraram o crime, e Matheus foi identificado através de testemunhas e imagens. A blusa utilizada pelo suspeito no dia do crime foi encontrada em um rio em Laranjal Paulista, e a arma do crime também pode estar no local.
Este crime brutal chocou a comunidade de Florianópolis e expõe a violência urbana que atinge até mesmo áreas turísticas. A polícia continua investigando para esclarecer todos os detalhes e garantir que a justiça seja feita.



