Homem é condenado a 8 anos por matar cunhado a facada durante discussão familiar no MA
Condenação de 8 anos por homicídio de cunhado em discussão no MA

Homem recebe pena de 8 anos de prisão por matar cunhado durante briga familiar em Gonçalves Dias

Um homem foi condenado a oito anos de prisão após ser considerado culpado pelo homicídio do próprio cunhado, cometido a facadas durante uma discussão familiar na cidade de Gonçalves Dias, no Maranhão. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, dia 19, em sessão do Tribunal do Júri presidida pelo juiz Daniel Luz, marcando o primeiro júri do ano realizado no termo judiciário da comarca.

Detalhes do crime e contexto da condenação

O réu, identificado como Elberte Gonçalves Bruno, foi responsabilizado pela morte de Alcigerly Ramos da Silva. O crime aconteceu no dia 28 de outubro de 2021, na residência da vítima, localizada no centro da cidade. De acordo com as investigações e a denúncia apresentada, Alcigerly discutia com sua esposa, que é irmã do acusado, e a agredia fisicamente durante a briga.

Elberte, que morava ao lado da casa da vítima, ouviu os gritos da irmã pedindo socorro e, em seguida, se armou com uma faca para intervir na situação. Ao chegar ao local, ele atingiu Alcigerly com um golpe pelas costas. A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Regional de Presidente Dutra, mas não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo.

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Decisão do Conselho de Sentença e fundamentos da sentença

O Conselho de Sentença rejeitou a tese de legítima defesa de terceiro, porém reconheceu a ocorrência de homicídio privilegiado, considerando que o crime teve motivação relevante diante da agressão sofrida pela mulher. Com base nisso, a pena de oito anos de prisão será cumprida inicialmente em regime semiaberto.

Na sentença, o juiz Daniel Luz destacou que, embora a legítima defesa tenha sido afastada, o reconhecimento do relevante valor moral do ato foi motivado pela violência extrema que a vítima praticava contra sua esposa. “A violência contra a mulher é uma grave violação de direitos humanos”, afirmou o magistrado, citando normativas internacionais como a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) e a Convenção de Belém do Pará, que impõem ao Estado e à sociedade o dever fundamental de erradicar a violência de gênero.

Contexto judicial e próximos passos

Este foi o primeiro júri realizado no termo judiciário da comarca neste ano. Antes disso, duas sessões já haviam ocorrido em Dom Pedro, no mês de fevereiro. O juiz informou que outras duas sessões do Tribunal do Júri estão agendadas para os dias 28 e 29 de abril, no fórum da comarca de Dom Pedro, indicando uma movimentação contínua no sistema judicial local para tratar de casos similares.

A decisão reforça a importância do combate à violência doméstica e a aplicação da justiça em casos que envolvem conflitos familiares, destacando como tais situações podem escalar para tragédias com consequências legais severas.

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