Condenado por ataque a judeus em 2005 é preso em Porto Alegre após anos foragido
Condenado por ataque a judeus é preso em Porto Alegre

Condenado por ataque a judeus em 2005 é preso em Porto Alegre após anos foragido

Um homem condenado a 14 anos de prisão por participar de um ataque violento contra um grupo de judeus em Porto Alegre, ocorrido em 2005, foi preso pela Polícia Civil na tarde de terça-feira (11). Leandro Comaru Jachetti, de 46 anos, foi considerado culpado após um julgamento realizado em 2019 e estava foragido desde então, evadindo-se da justiça.

Captura em residência de alto padrão

De acordo com o delegado André Luiz Freitas, os agentes da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa localizaram e capturaram Jachetti em sua residência, um prédio de alto padrão localizado no bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Ele tinha um mandado de prisão em aberto contra si, expedido em fevereiro deste ano pela 2ª Vara do Júri da capital gaúcha.

"Foi empregado empenho máximo para a localização e prisão deste procurado, um dos autores deste crime grave e de repercussão nacional", afirmou o delegado Freitas em comunicado. O g1 tenta localizar a defesa do preso para obter mais informações sobre o caso.

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Negativa de participação no crime

Em depoimento ao júri durante o julgamento de 2019, Jachetti negou veementemente qualquer participação no crime pelo qual foi condenado. Ele alegou que, na ocasião do incidente, agiu em legítima defesa, afirmando que se defendeu "para não ser agredido". No entanto, as evidências apresentadas pelo Ministério Público e o veredicto do júri contradisseram sua versão dos fatos.

Detalhes do ataque ocorrido em 2005

O crime aconteceu no dia 8 de maio de 2005, na calçada de uma lanchonete no bairro Cidade Baixa, uma área movimentada e tradicional de Porto Alegre. Três homens judeus, identificados pelo uso do quipá, o chapéu judaico, foram cercados por um grupo de neonazistas. Os agressores atacaram as vítimas com socos e pontapés, e dois deles sofreram ferimentos graves causados por golpes de faca e canivetes.

Uma das vítimas ficou hospitalizada em estado grave, necessitando de cuidados médicos intensivos devido à violência do ataque. O episódio chocou a comunidade local e ganhou repercussão nacional, destacando questões de intolerância e violência baseada em preconceito.

Contexto de organização criminosa

O Ministério Público apontou em suas acusações que os denunciados, incluindo Jachetti, integravam uma organização criminosa de skinheads. Este grupo pregava preconceitos contra diversos grupos raciais e sociais, como judeus, negros, homossexuais e punks, promovendo ideologias de ódio e violência.

A prisão de Jachetti marca um passo significativo na aplicação da justiça para um caso que permaneceu em aberto por anos, reforçando a importância da persistência das autoridades policiais e judiciárias em combater crimes de natureza discriminatória e violenta.

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