Empresário recebe pena de 22 anos por assassinato de ex-atleta da seleção brasileira
O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou o empresário Idirlei Alves Pacheco, de 40 anos, a 22 anos de prisão em regime inicial fechado pelo homicídio qualificado do ex-jogador de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, conhecido como Everton 'Boi'. O crime, ocorrido em julho de 2025, foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe, com meio cruel que dificultou a defesa da vítima.
Detalhes do crime e motivação
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o empresário não aceitava o novo relacionamento de sua ex-companheira, que mantinha um romance com o atleta. No dia do crime, Idirlei atraiu Everton com o pretexto de precisar de ajuda para esconder um veículo. Durante o trajeto, o ex-jogador foi rendido e obrigado a dirigir até colidir contra outro carro, sendo em seguida atingido por três disparos de arma de fogo.
O conselho de sentença considerou que o homicídio foi cometido por motivo torpe (ciúmes) e com meio cruel, características que agravaram a pena. Além da prisão, o réu foi condenado a pagar indenização por danos morais no valor de 60 salários mínimos aos herdeiros de Everton. Idirlei, que já cumpria prisão preventiva, permanece preso.
Quem era Everton 'Boi'
Natural de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, Everton 'Boi' tinha 46 anos e uma carreira destacada no vôlei. Ele conquistou títulos importantes como:
- Campeão Mundial na categoria infanto-juvenil
- Campeão Sul-Americano Juvenil
- Campeão da Liga Nacional
O atleta representou a seleção brasileira nas categorias de base e atuava como oposto, posição de principal atacante da equipe. Sua morte ocorreu no Bairro República do Líbano, em Cuiabá, onde foi encontrado morto dentro de um carro.
Impacto e desdobramentos
O caso chocou a comunidade esportiva e a população de Mato Grosso, evidenciando a violência resultante de conflitos passionais. A condenação de Idirlei Alves Pacheco representa um passo significativo na busca por justiça, destacando a atuação do sistema judiciário em crimes graves. A indenização determinada visa compensar os familiares da vítima pelos danos irreparáveis causados pela perda do ex-atleta, cujo legado no esporte brasileiro permanece reconhecido.



