Camiseta 'Regret Nothing' usada por réu de estupro coletivo é retirada pela Renner
A Lojas Renner recolheu das prateleiras a camiseta com a frase "Regret Nothing" (que significa "não se arrependa de nada" em tradução livre), após a peça ser usada por Vitor Hugo Simonin, de 18 anos, ao se entregar à polícia. Simonin é acusado de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido no Rio de Janeiro, um caso que tem chocado a sociedade brasileira.
Imagem viraliza e expõe cultura misógina
A imagem de Simonin vestindo a camiseta ganhou as redes sociais nas últimas semanas, especialmente após a Folha de S.Paulo destacar a frase estampada no item. A informação foi amplamente repercutida pela imprensa nacional, levantando debates sobre a associação da expressão com discursos misóginos e grupos que pregam ódio contra mulheres. A frase "Regret Nothing" tem sido vinculada a movimentos como o red pill, que promovem ideias antifeministas e misóginas, embora a Renner negue qualquer ligação direta.
Posicionamento da Renner e retirada do produto
Em nota oficial, a Renner afirmou que "repudia qualquer forma de violência ou conduta ofensiva" e reafirmou "seu compromisso com seus valores e princípios institucionais". A empresa explicou que o processo criativo da camiseta não tem relação com o movimento red pill, baseando-se em manifestações culturais contemporâneas, como poesias e composições musicais. No entanto, diante do contexto e da repercussão negativa, a companhia providenciou a retirada do item de seus canais digitais e lojas físicas, demonstrando sensibilidade ao tema.
Impacto social e reflexões sobre misoginia
Este incidente destaca como símbolos aparentemente inocentes podem ser apropriados por discursos de ódio, reforçando uma cultura misógina que normaliza a violência contra mulheres. A rápida ação da Renner em recolher o produto reflete a pressão pública e a necessidade de empresas adotarem posturas éticas em meio a controvérsias. O caso também serve como alerta para a sociedade sobre a importância de combater narrativas que minimizam crimes graves, como o estupro coletivo, que continua a ser um problema sério no Brasil.
Enquanto as investigações policiais prosseguem, a discussão sobre misoginia e responsabilidade corporativa permanece em pauta, mostrando que pequenos detalhes, como uma frase em uma camiseta, podem ter grandes implicações sociais e morais.



