Cabo da reserva da Marinha é preso em Belém por tráfico de pessoas e falsificação
A Polícia Civil do Pará deflagrou na segunda-feira, 23 de setembro, a Operação Origem em Belém, resultando na prisão preventiva de um cabo da reserva da Marinha do Brasil. O indivíduo, identificado como Frank William Pereira Pacheco, é suspeito de crimes graves, incluindo tráfico de pessoas, falsificação de documento público e uso de documento falso.
Detalhes da operação e investigações
A ação policial foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA-DATA Belém), com o apoio do Grupo de Trabalho em Vulneráveis (GTV/NIP). O objetivo principal da operação é localizar um bebê de seis meses, que pode ser vítima de tráfico humano. Até o momento, a defesa do preso não se manifestou, conforme tentativas de contato do g1.
As investigações revelaram que Pacheco utilizou uma Declaração de Nascido Vivo (DNV) extraviada, originalmente emitida pela Santa Casa de Misericórdia de Belém para outra criança. Com esse documento, ele registrou fraudulentamente um recém-nascido como seu filho, em conjunto com Sebastian Silva dos Santos, suposta mãe da criança.
Descoberta da fraude e inconsistências
A genitora real do bebê deu à luz em agosto de 2025 e, ao tentar registrar seu filho no cartório com a segunda via da DNV, descobriu um registro anterior em seu nome. Esse registro apresentava um pai desconhecido e uma foto divergente na identidade, levantando suspeitas imediatas.
Perícias papiloscópica e documentoscópica foram realizadas, confirmando inconsistências biométricas e biográficas. Essas análises provaram a falsidade do documento utilizado por Pacheco, fortalecendo as acusações contra ele.
Evolução do caso e alegações do suspeito
Inicialmente, o caso era tratado como uma possível adoção ilegal, mas as investigações evoluíram para tráfico de pessoas. Durante as buscas domiciliares, o bebê de seis meses registrado como filho de Pacheco não foi encontrado com a família, que nega qualquer conhecimento sobre a criança.
O investigado alegou ter encontrado a DNV e outros documentos na rua, registrando a criança apenas para obter auxílio-natalidade. Ele insistiu que o bebê jamais existiu, mas a polícia considera essa versão inconsistente e pouco plausível diante das evidências.
Antecedentes e apreensões
Frank William Pereira Pacheco possui histórico policial, com antecedentes por falsificação de documentos de veículos. Atualmente, ele cumpre pena em regime aberto por esses crimes anteriores. Na operação, foi apreendido o celular de Pacheco, que foi interrogado e está à disposição da Justiça para procedimentos legais.
Próximos passos e diligências
As diligências da Polícia Civil do Pará continuam ativas, com foco em localizar o bebê desaparecido, esclarecer sua origem real e identificar outros possíveis envolvidos nos crimes de tráfico de pessoas e falsificação em Belém. A operação destaca a gravidade desses delitos e o compromisso das autoridades em combater tais atividades criminosas na região.



