Advogado é preso após tentativa de homicídio contra policial militar em condomínio de Florianópolis
Um advogado foi detido na última sexta-feira (13) após tentar matar um policial militar da reserva no condomínio onde ambos residem, localizado em Florianópolis, capital catarinense. De acordo com informações da Polícia Militar, o crime ocorreu no hall de entrada do prédio residencial, onde o suspeito surpreendeu a vítima portando dois facões.
Detalhes do ataque e prisão preventiva
O militar relatou que foi surpreendido pelo advogado armado com as facas e que tentou se esquivar do ataque, uma vez que já havia registrado boletins de ocorrência anteriores contra o agressor por ameaças. No entanto, o suspeito avançou em sua direção de forma agressiva, forçando o policial a reagir para se defender.
O PM conseguiu desarmar o advogado após uma luta corporal e o conteve até a chegada de uma guarnição policial ao local. O zelador do condomínio confirmou o histórico de conflitos envolvendo o advogado, reforçando as alegações da vítima sobre ameaças anteriores.
O suspeito passou por audiência de custódia no sábado (14), onde a Justiça decidiu converter o flagrante em prisão preventiva. No documento judicial, o magistrado destacou que o advogado já possui condenação anterior por crime grave, o que contribuiu para a decisão de mantê-lo preso preventivamente.
Histórico criminal do advogado
Em 2014, o mesmo advogado foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu em julho de 2010, quando ele teria assassinado o próprio profissional que o defendia em um processo criminal.
Durante o julgamento da época, a defesa do réu tentou classificá-lo como inimputável, alegando problemas psiquiátricos. Contudo, a promotoria demonstrou aos jurados que o acusado possuía pleno domínio de suas capacidades mentais, contrariando os atestados médicos apresentados pela defesa. O Tribunal do Júri então decidiu pela condenação, embora não haja informações precisas sobre quanto tempo da pena o advogado cumpriu efetivamente.
Falta de resposta da Defensoria Pública
A reportagem tentou contato com a Defensoria Pública, que atuou na defesa do advogado durante a audiência de custódia, mas não obteve retorno até o momento. O caso segue sob investigação das autoridades policiais, que analisam todos os detalhes do ataque e o histórico do suspeito.
A prisão preventiva foi decretada com base na gravidade do crime, no histórico criminal do acusado e no risco que ele representa para a segurança pública. As autoridades reforçam a importância de medidas protetivas em casos de violência reiterada, especialmente quando envolvem profissionais da segurança pública.



