Funcionário demitido destrói 8 carros em ataque de fúria em Campinas
Demitido destrói 8 carros da empresa em Campinas

Um episódio de violência extrema marcou o fim do contrato de um funcionário em Campinas, no interior de São Paulo. Após ser informado sobre sua demissão, um homem de 34 anos protagonizou uma cena de destruição no estacionamento da empresa, causando prejuízos materiais significativos e colocando colegas em risco.

O descontrole após a notícia da demissão

O funcionário, natural da capital paulista, havia sido contratado por uma empresa do setor de telecomunicações há apenas 40 dias. Ele alimentava a esperança de ser efetivado, pois o emprego era crucial para sustentar seus dois filhos menores, que residem em São Paulo. A expectativa, no entanto, se transformou em fúria quando ele recebeu a carta de desligamento no setor de recursos humanos.

Testemunhas relataram que, ao sair da sala, o homem proferiu uma ameaça aos colegas: “Vocês vão ver o que eu vou fazer”. A frase, dita no calor do momento, foi o prenúncio do caos que se instalaria minutos depois.

Ataque de fúria no estacionamento

Ao se dirigir ao estacionamento para devolver o veículo da empresa, o ex-funcionário foi tomado por um acesso de raiva. Dentro do carro, ele começou a colidir deliberadamente contra outros veículos estacionados no local.

O barulho estrondoso das batidas e o ruído dos pneus chamaram a atenção de outros empregados, que assistiram estarrecidos à destruição. No total, oito carros da frota da empresa e um portão foram danificados durante o ataque.

Um supervisor tentou intervir para conter os estragos, mas quase foi atropelado pela investida do motorista descontrolado. Após finalmente sair do veículo, o homem, ainda visivelmente alterado, arremessou no chão um notebook e outros equipamentos pertencentes à companhia.

Consequências e motivação

Com medo de que a situação se agravasse ainda mais, os funcionários acionaram a Polícia Militar. Os agentes compareceram ao local, contiveram o indivíduo e o levaram para a delegacia.

Em depoimento, o homem de 34 anos explicou sua reação explosiva. Segundo ele, o estopim foi a falta de resposta da empresa após um pedido de ajuda para voltar à cidade de São Paulo, onde moram seus filhos. Agora, ele responde legalmente por dano ao patrimônio.

O caso, ocorrido em Campinas (SP) e registrado no dia 09 de janeiro de 2026, serve como um alerta sobre os limites das reações em situações de tensão profissional. A demissão, por mais difícil que seja, não pode justificar atos de violência que colocam em risco a integridade de terceiros e causam prejuízos materiais.