Assaltante pede desculpas durante crime em petshop de Curitiba e alega dívidas
Um homem de 34 anos protagonizou um episódio inusitado e aterrorizante ao assaltar um petshop em Curitiba na noite de segunda-feira, 9 de setembro. Durante o crime, o indivíduo não apenas anunciou o roubo, mas também pediu desculpas às vítimas, tentando justificar suas ações com a alegação de que precisava pagar contas. As câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a situação, capturando a conversa tensa entre o criminoso e as funcionárias.
Sequência do assalto e diálogo revelador
As imagens, que foram borradas para preservar a identidade das vítimas, mostram o homem chegando ao petshop e sendo atendido como um cliente comum. Ele simulou interesse em produtos, pedindo informações, mas minutos depois revelou suas intenções criminosas ao anunciar o assalto e mostrar uma arma na cintura. Em um momento surpreendente, o assaltante tentou justificar seu ato, afirmando que tinha contas para pagar. Uma das funcionárias, demonstrando coragem, rebateu prontamente: a gente também precisa pagar conta, e a gente não assalta.
Após o diálogo, o homem trancou as funcionárias na área de banho dos animais, deixando-as em situação de vulnerabilidade. Antes de sair, ele proferiu palavras que misturavam remorso e ironia: Deus me perdoe pelo o que tô fazendo com vocês. Bom trabalho. Esse comportamento contraditório, entre a violência do crime e o pedido de desculpas, chama a atenção para o perfil psicológico do criminoso.
Prejuízos materiais e emocionais
Segundo a Polícia Civil, o assaltante fugiu do local levando dois aparelhos celulares das funcionárias, um tablet do estabelecimento e aproximadamente R$ 60 em dinheiro do caixa. As vítimas, no entanto, conseguiram acionar a segurança privada do petshop e a polícia, iniciando uma busca imediata pelo suspeito.
Horas depois, o homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar do Paraná. A corporação informou que, no momento da abordagem, ele já havia vendido os equipamentos roubados, evidenciando a rapidez com que agiu após o crime. Na terça-feira, 10 de setembro, as funcionárias estavam de folga para se recuperarem do susto e resolverem problemas relacionados à perda dos celulares.
A proprietária do petshop, que optou por não ser identificada, destacou o impacto emocional do incidente: O prejuízo emocional é o susto. A sensação de incapacidade, o fato de ser abordada durante um procedimento, no horário de trabalho. Tudo isso causa um estresse. Suas palavras ressaltam como crimes desse tipo vão além das perdas materiais, afetando profundamente o bem-estar psicológico das vítimas.
Reflexões sobre segurança e justiça
Este caso em Curitiba ilustra a complexidade dos crimes urbanos, onde fatores econômicos e sociais podem motivar ações ilegais, mas não as justificam. A rápida resposta das autoridades e da segurança privada foi crucial para a prisão do suspeito, demonstrando a importância de sistemas eficientes de vigilância e cooperação entre setores públicos e privados.
Além disso, o episódio serve como alerta para estabelecimentos comerciais, que devem reforçar medidas de proteção, especialmente em horários noturnos. A reação corajosa das funcionárias, que confrontaram o assaltante e acionaram ajuda, também merece destaque, mostrando como a prontidão pode mitigar danos em situações de risco.