Jornalista americana sequestrada em Bagdá havia sido alertada sobre ameaças antes do crime
Jornalista americana sequestrada em Bagdá foi alertada sobre ameaças

Jornalista americana sequestrada em Bagdá havia sido alertada sobre ameaças

Shelly Renee Kittleson, uma jornalista americana freelancer, foi sequestrada em uma rua da capital iraquiana, Bagdá, na terça-feira (31), e permanece desaparecida. O caso foi anunciado pelo governo iraquiano e confirmado pela Casa Branca no mesmo dia, gerando preocupação internacional.

Tentativa de entrada no Iraque semanas antes do sequestro

Segundo Hussein Alawi, assessor do primeiro-ministro iraquiano Mohammed Shia al-Sudani, Kittleson tentou cruzar da Síria para o Iraque pela fronteira de al-Qaim em 9 de março, mas foi impedida de entrar. A justificativa foi a falta de uma autorização de imprensa e preocupações de segurança devido à escalada da guerra e aos projéteis aéreos sobre o espaço aéreo iraquiano, relacionadas ao conflito com o Irã.

Ela conseguiu entrar no país posteriormente, após obter um visto de entrada única válido por 60 dias. Esse visto foi emitido para permitir que cidadãos estrangeiros retidos em países vizinhos transitassem pelo Iraque para chegar aos seus países de origem, conforme explicou Alawi. Kittleson chegou a Bagdá alguns dias antes do sequestro e estava hospedada em um hotel na capital.

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Alertas de segurança e conhecimento da região

Autoridades americanas e iraquianas afirmaram que Shelly Kittleson havia sido alertada sobre ameaças contra ela nos dias que antecederam seu sequestro. A jornalista, que trabalhou por anos no Iraque e na Síria, é descrita por aqueles que a conheciam como profundamente conhecedora da região e das comunidades que cobria, o que torna o caso ainda mais intrigante.

O sequestro ocorreu em um contexto de tensão na área, com riscos elevados para jornalistas e estrangeiros. As investigações continuam em andamento, com esforços conjuntos entre os governos do Iraque e dos Estados Unidos para localizar Kittleson e esclarecer as circunstâncias do crime.

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