Em uma operação militar de alta complexidade batizada de "Resolução Absoluta", forças dos Estados Unidos capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, dentro de um complexo militar fortemente protegido em Caracas. A ação, que levou meses de planejamento, culminou com a transferência do mandatário e de sua esposa, Cília Flores, para custódia da Justiça americana, onde enfrentarão graves acusações por narcotráfico.
Os meses de preparação e a infiltração
De acordo com revelações do general Dan Caine, chefe do estado-maior americano, a operação foi resultado de uma extensa colaboração entre todas as agências de inteligência e forças armadas dos EUA. A CIA conseguiu infiltrar espiões no círculo próximo de Maduro, um deles em posição de extrema confiança, permitindo o monitoramento minucioso de todos os seus hábitos e movimentos.
"Descobrimos para onde ele ia, onde morava, para onde viajava, o que ele comia, o que vestia, quais eram seus animais de estimação", afirmou o general em detalhes sobre a vigilância. Para treinar o assalto final, os soldados americanos chegaram a construir uma réplica exata da casa segura onde Maduro se escondia dentro do Forte Tiuna, um complexo militar no sudeste da capital venezuelana.
A execução do plano noite adentro
O sinal verde para a missão foi dado pelo então presidente Donald Trump há quatro dias. As equipes aguardaram uma janela de tempo favorável em Caracas. Na noite de sexta-feira, com condições climáticas adequadas e parte da capital venezuelana às escuras – em uma ação atribuída pelos EUA –, a operação foi iniciada.
Por volta das duas da manhã em Caracas (três da manhã no horário de Brasília), helicópteros transportando soldados da elite do Exército americano, a Delta Force, sobrevoaram uma região montanhosa e chegaram ao Forte Tiuna. Militares venezuelanos abriram fogo contra as aeronaves, mas os americanos conseguiram furar o bloqueio e desembarcar.
Segundo relatos, Maduro e a esposa tentaram se refugiar em um bunker, mas não conseguiram fechar a porta a tempo. Eles foram detidos e levados de volta aos helicópteros sob fogo inimigo, em uma retirada que, segundo Trump, não registrou baixas entre as tropas americanas.
O caminho até o tribunal em Nova York
Às 5h30 da manhã (horário do Brasil), Maduro e Cília Flores já estavam a bordo do navio de guerra Iwo Jima. Uma foto postada por Donald Trump mostrava o ditador na embarcação, com os olhos e ouvidos cobertos, segurando uma garrafa d'água e aparentemente algemado.
O casal foi então transportado de avião para um aeroporto militar no norte do estado de Nova York. Ao pousar, agentes do FBI tomaram custódia dos detidos. Já no escuro, Maduro e a esposa desembarcaram cercados por forças de segurança, foram conduzidos a um hangar e, posteriormente, transferidos de helicóptero para a cidade de Nova York.
Enquanto a ação ocorria, Donald Trump assistia a tudo em tempo real de sua mansão na Flórida, ao lado do secretário de Guerra, Pete Hegseth, do diretor da CIA, John Ratcliffe, e do general Dan Caine.
Acusações e próximos passos judiciais
Nicolás Maduro e Cília Flores serão julgados em um tribunal no sul de Manhattan. A primeira audiência de custódia está marcada para segunda-feira (5). O Departamento de Justiça americano já determinou o confisco de bens do casal e apresentou quatro acusações formais:
- Conspiração para praticar narcoterrorismo
- Conspiração para importar cocaína para os EUA
- Uso de armas de guerra em crimes de tráfico
- Conspiração armada ligada ao narcotráfico
Somente a acusação de narcoterrorismo carrega uma pena mínima de 20 anos de prisão. Além do casal presidencial, também responderão às acusações o filho de Maduro, o atual ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro da pasta e o chefe do cartel de traficantes "Tren de Arágua".
A operação marca um paralelo histórico: a mesma equipe Delta Force foi responsável, há exatos 36 anos, pela captura do ditador panamenho Manuel Noriega, em uma ação similar que entrou para os anais das operações especiais americanas.